quarta-feira, 6 de junho de 2018

Rosa Passos

Rosa Maria Farias Passos (Salvador, 13 de abril de 1952), mais conhecida como Rosa Passos, é uma cantora, violonista e compositora brasileira.

Estreou no mercado fonográfico com o disco Recriação.
Rosa Passos nasceu e cresceu cercada de música na cidade de Salvador, capital da Bahia e da cultura afro-brasileira. Estimulada por seus pais, aos cinco anos já era uma pianista promissora. Aos 15 anos, Rosa já aparecera na televisão em Salvador. Na adolescência, seus pais lhe apresentaram uma coleção de discos de João Gilberto e Tom Jobim. Inspirada pelo filme Orfeu Negro, de 1959, e sua trilha sonora, Rosa trocou seu piano pelo violão e, desde então, tem-se dedicado à arte de compor e cantar. Rosa é constantemente lembrada como a João Gilberto de saias.

Em abril de 1972, sua interpretação de Mutilados (Antônio Cesar Nunes e João Carlos Morais) ganhou o primeiro lugar no primeiro campeonato da música universitária da Bahia, patrocinado pela TV Itapoan.

Suas composições, escritas juntamente com seu longo parceiro letrista - o compositor Fernando de Oliveira -, apareceram em 1979 em seu primeiro disco, Recriação. Após passar vários anos apenas dedicando-se à sua família, Rosa retorna à música em 1985, recomeçando a carreira.

Em 1991, Rosa lançou seu primeiro CD, Curare, um álbum contendo os clássicos acordes da MPB, que incluem Tom Jobim, Ary Barroso, Carlos Lyra, Johnny Alf, Bororó, Djavan entre outros.

Em 1996, lançou o CD Pano pra Manga. A maioria das canções desse CD são de autoria de Rosa Passos e Fernando de Oliveira.
Sua composições atraíram o interesse do cantor norte-americano Kenny Rankin que, em 1997, gravou as canções Verão (Those Eyes) e Outono (Stay) em inglês, ambas com participação vocal de Rosa.

Em setembro de 1996, Oscar Castro-Neves, um músico brasileiro residente nos Estados Unidos, convidou Rosa para participar de uma noite brasileira no Jazz at the Bowl, realizada no Hollywood Bowl, na Califórnia. Desde a estréia americana de Rosa, sua carreira internacional tem crescido ao longo dos anos.

Também em 1996, a cantora e compositora apresentou-se no Japão pela primeira vez, com o saxofonista Sadao Watanabe e, sucessivamente, várias apresentações pela Espanha, Alemanha, Suíça, Dinamarca, Noruega, Suécia e também Colômbia, Cuba, Uruguai e Estados Unidos.

Em 1999 foi convidada para apresentar-se durante o quinquagésimo aniversário de celebração da democracia alemã, juntando-se a Paquito D'Riviera e a WDR Big Band em shows em Bonn e Colônia, onde apresentou suas próprias composições e outras clássicas da música brasileira. No mesmo ano ela se apresentou no Festival de Jazz de Berna.

No Brasil, Rosa tem um vasto catálogo de discos e gravações, e foi também uma das estrelas do produtor Almir Chediak no projeto Letra & Música, uma série de CDs celebrando as obras dos grandes compositores do Brasil. Seu CD de músicas de Tom Jobim e outro de Ary Barroso, junto com o violonista Lula Galvão, foi um sucesso instantâneo no Brasil e internacionalmente, revelando uma forma inovadora e peculiar que Rosa dá aos hits tão conhecidos como Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, Desafinado, Samba De Uma Nota Só e Garota de Ipanema, todas de Tom Jobim.

Em agosto de 2001, Rosa apresentou um show em Nova Orleans (voz e violão), pelo qual surgiu um novo convite para fazer o CD Me and My Heart, lançado no mercado norte-americano em 2002, com participação do baixista Paulo Paulelli. Anos depois, o mesmo CD saiu no Brasil, com o nome de Eu e Meu Coração.

Em 2002, o CD Azul foi lançado no mercado brasileiro, reunindo suas canções preferidas de Gilberto Gil, João Bosco e Djavan, com arranjos novos. No mesmo ano, Rosa apresenta-se no Lincoln Center, em Nova York, em um tributo a Elis Regina para um público de seis mil pessoas, juntamente com outros artistas.

No final de 2002, Rosa retornou aos Estados Unidos para gravar com Ron Carter, um dos melhores baixistas de jazz do mundo, o CD Entre Amigos, seu primeiro CD com uma banda de músicos norte-americana.

Em agosto, Rosa participou do aclamado CD Obrigado Brazil, ganhador de Grammy, do músico Yo-Yo Ma, com duas músicas de Tom Jobim (Chega de Saudade e Amor em Paz). Logo em seguida, Rosa juntou-se a Yo-Yo Ma e outros músicos do CD para uma turnê mundial, que deu origem ao CD ao vivo Obrigado Brazil Live in Concert, com o clarinetista Paquito D'Rivera e o percussionista Cyro Baptista.

Em 2004, Rosa juntou-se à Sony Classical para o lançamento do álbum Amorosa, um tributo a João Gilberto e seu famoso álbum de 1977, Amoroso, com a participação especial do músico francês Henri Salvador, além dos músicos de Obrigado Brazil. Com Amorosa, Rosa ganhou sua primeira promoção significativa em solo norte-americano. Logo após o lançamento de Amorosa, Rosa e seus músicos iniciaram uma temporada bem sucedida por festivais na Europa.

Em 2006, Rosa foi convidada a apresentar-se solo no palco do Carnegie Hall Zanken Hall, em um show de voz e violão. No show, Rosa vagueava por canções do seu último álbum Amorosa, alguns clássicos da MPB e algo do seu último CD Rosa, para uma plateia basicamente norte-americana.

Em 2006, Rosa lançou pela Telarc Records - uma gravadora independente especializada em jazz e música clássica - o CD solo (voz/violão) intitulado simplesmente Rosa. Após alguns anos longe dos palcos brasileiros, o CD Rosa foi lançado no Brasil, dando início a uma sucessão de apresentações, que incluiu uma temporada de duas semanas no Teatro FECAP, em São Paulo, no final de janeiro de 2007, e participação no Festival de Jazz de Tatuí.

Rosa dedicou o ano de 2007 ao público brasileiro, e preparou-se para mais apresentações pelo país. Foi convidada a participar de uma homenagem à Elis Regina, junto à Orquestra Jazz Sinfônica no Memorial da América Latina, em São Paulo.

Em novembro de 2007 Rosa apresentou-se no Blue Note de Nova York, prestigiada casa de jazz, para uma série de seis shows que anteciparam sua participação como homenageada da Berklee College of Music, em Boston, onde ministrou oficinas de música com presença do corpo docente e alunos da renomada escola.

Em suas gravações e shows conta com a participação de músicos como Ivan Lins, Chico Buarque, Yo-Yo Ma e Ron Carter, Henri Salvador e Paquito D'Rivera. Em 2008 ,Rosa Passos mais uma vez lançou pela Telarc Records o Cd Romance onde ela homenageia os 50 anos da Bossa Nova onde ela desfia as pérolas do repertório em interpretações simples e com a voz doce e afinada passando pelos grandes clássicos da música brasileira.Em 2011 Rosa depois de quase quatro anos sem lançar um disco inédito voltou ao mercado fonográfico pela gravadora Biscoito Fino para produzir seu 16 disco É Luxo Só onde a cantora homenageia a grande cancioneira da música brasileira Elizeth Cardoso mostrando seu lado versátil em viajar pelas canções que foram sucesso na voz não só de Elizeth mas de outras grandes intérpretes da música. Em 2013 Rosa Passos lança o Cd Samba Dobrado "Canções de Djavan" onde a cantora passeia pela obra do compositor alagoano, além de fazer uma música em parceria com Fernando de Oliveira, chamada "Doce Menestrel " onde ela o homenageia no disco.2015 foi o ano dos relançamentos onde Rosa Passos em parceria com a Biscoito Fino lançou uma coletânea onde ela reúne grandes clássicos de Ary Barroso, Tom Jobim e Dorival Caymmi onde ela homenageou separadamente cada artista quando era estrela do produtor Almir Chediak pela gravadora Lumiar Discos na época .Em 2016 mais uma vez em parceria com a gravadora Biscoito Fino lançou o álbum Rosa Passos Ao Vivo gravado no Uruguai.

Discografia
1979 Recriação
1991 Curare
1993 Festa
1996 Pano Pra Manga
1997 Letra & Música Ary Barroso-Rosa Passos & Lula Galvão
1998 Rosa Passos Canta Antônio Carlos Jobim - 40 Anos de Bossa Nova
1999 Morada Do Samba
2000 Rosa Passos Canta Caymmi
2002 Me And My Heart
2002 Azul
2003 Entre Amigos - Rosa Passos & Ron Carter
2004 Amorosa
2005 Rosa Por Rosa-Coletânea
2006 Rosa
2008 Romance
2011 É Luxo Só
2013 Samba Dobrado Canções de Djavan
2015 Rosa Passos Canta Ary, Tom e Caymmi - (Coletânea) Biscoito Fino
2016 Rosa Passos Ao Vivo (Live) - Biscoito Fino ​ ​

domingo, 13 de maio de 2018

Maria Bethânia

Maria Bethânia Viana Telles Velloso (Santo Amaro, 18 de junho de 1946) é uma cantora e compositora brasileira.
Na juventude, Maria Bethânia participou de peças teatrais ao lado de seu irmão, o também cantor e compositor Caetano Veloso, e de outros cantores proeminentes da época. Em 1965, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde começou sua carreira musical substituindo a cantora Nara Leão no espetáculo Opinião. No mesmo ano, assinou contrato com a gravadora RCA e lançou seu homônimo álbum de estreia.
Com mais de 26 milhões de discos vendidos ao longo de mais de 50 anos de carreira, Bethânia foi eleita em 2012, pela revista Rolling Stone Brasil, como a quinta maior voz da música brasileira.Nascida na Bahia em 18 de junho de 1946, Maria Bethânia é a sexta filha de José Teles Veloso (Seu Zezinho), funcionário público dos Correios, e de Claudionor Viana Teles Veloso (Dona Canô).
 Seu nome foi escolhido pelo irmão Caetano Veloso, inspirado em uma canção, a valsa Maria Betânia, do compositor Capiba, então um sucesso na voz de Nélson Gonçalves.
Bethânia é membro de uma família de artistas, irmã da escritora Mabel Velloso, do cantor e compositor Caetano Veloso, e tia dos cantores Belô Velloso e Jota Velloso.
Na juventude, participou de espetáculos semi-amadores em parceria com Tom Zé, Gal Costa, Caetano Veloso e Gilberto Gil e, em 1960, mudou-se para Salvador com a intenção de terminar os estudos. Lá, começou a frequentar o meio artístico, ao lado do irmão Caetano e três anos depois, em 1963, estreou como cantora na peça Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues.
 Nesta época, Bethânia e Caetano conheceram outros músicos iniciantes como Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé, Alcivando Luz e outros, os quais acabariam lançados como cantores e compositores pela cantora.
 No ano seguinte, montaram juntos os espetáculos Nós por Exemplo, Mora na Filosofia e Nova Bossa Velha, Velha Bossa Nova.
1965-1966: Maria Bethânia, Maria Bethânia canta Noel Rosa e Eu Vivo num Tempo de Guerra
A data oficial da estreia profissional de Bethânia é 13 de fevereiro de 1965, quando ela foi convidada pela musa da bossa nova, a cantora e violonista Nara Leão, para substituí-la no espetáculo Opinião, em cartaz no Rio de Janeiro, pois a mesma precisou se afastar por problemas de saúde. Nara Leão conheceu Bethânia no ano anterior, na Bahia, quando assistiu um dos espetáculos em que Bethânia atuara.
 Do espetáculo surgiu o primeiro sucesso de Bethânia, a canção de protesto "Carcará", composta originalmente para Nara Leão.
 Nesse mesmo ano, foi contratada pela gravadora RCA, onde gravou o primeiro álbum, Maria Bethânia, lançado em junho daquele mesmo ano. O álbum continha, além de "Carcará", as faixas "Mora na Filosofia", "Andaluzia", "Feitio de Oração" e "Sol Negro", esta última em dueto com Gal Costa. Ainda em 1965, lançou um compacto triplo, Maria Bethânia canta Noel Rosa, que trouxe as canções "Três Apitos", "Pra Que Mentir", "Pierrot Apaixonado", "Meu Barracão", "Último Desejo" e "Silêncio de um Minuto", e o compacto simples "Eu Vivo num Tempo de Guerra". No mesmo ano participou dos espetáculos Arena canta Bahia e Tempo de Guerra, ambos dirigidos por Augusto Boal, também competindo em festivais. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, apresentou-se em teatros e casas noturnas de espetáculos, tornando-se assim nacionalmente conhecida.
Em 1967, Bethânia teve sua carreira impulsionada ao lançar seu segundo álbum Edu e Bethania, em parceria com Edu Lobo, a pedido do mesmo. Edu era um cantor e compositor iniciante, assim como Bethânia, que se firmava como cantora após o sucesso inicial no espetáculo Opinião.
 No disco, a cantora teve performance solo em duas faixas e participou de duetos com Edu nas canções "Cirandeiro", "Sinherê" e "Prá Dizer Adeus".
 Esta última obteve um grande sucesso e colocou Bethânia definitivamente no roll das grandes cantoras do Brasil.
 Em 1968, interpretou a canção-tema do filme O Homem que Comprou o Mundo, de autoria de Francis Hime.
1975–1976: Chico Buarque & Maria Bethânia Ao Vivo, Pássaro Proibido e Doces Bárbaros ‎
Bethânia foi também a idealizadora do grupo Doces Bárbaros, na qual era um dos vocais da banda, que lançou um disco ao vivo homônimo juntamente com os colegas Gal Costa, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Doces Bárbaros era uma típica banda hippie dos anos 1970, e ao longo dos anos, este lema foi tema de um filme com direção de Jom Tob Azulay, um DVD, e um enredo da escola de samba Estação Primeira de Mangueira em 1994 com a canção "Atrás da verde-e-rosa só não vai quem já morreu". Já comandaram trio elétrico no carnaval de Salvador, espetáculos na praia de Copacabana e uma apresentação para a Rainha da Inglaterra.
Inicialmente o disco seria registrado em estúdio, mas por sugestão de Gal e Bethânia, foi o espetáculo que ficou registrado em disco, com quatro daquelas canções gravadas pouco tempo antes no compacto duplo em estúdio: "Esotérico", "Chuckberry Fields Forever", "São João Xangô Menino" e "O Seu Amor", todas gravações raras.
1977–1978: Pássaro Da Manhã, Maria Bethânia e Caetano Veloso - Ao Vivo e Álibi
Desde a década de 1960, quando surgiram os especiais do Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), até o fim da década de 1980, a televisão brasileira foi marcada pelo sucesso dos espetáculos transmitidos que apresentavam os novos talentos. Maria Bethânia participou do especial Mulher 80 (Rede Globo); o programa exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade de então abordando esta temática no contexto da música nacional e da ampla preponderância das vozes femininas, com Elis Regina, Fafá de Belém, Marina Lima, Simone, Rita Lee, Joanna, Zezé Motta, Gal Costa, Maria Bethânia e as participações especiais das atrizes Regina Duarte e Narjara Turetta, que protagonizaram o seriado Malu Mulher.
Após Álibi (1978), vieram Mel (1979), Talismã (1980), Alteza (1981), Ciclo (1983) e A Beira e o Mar (1984), com arranjos e teclados de Lincoln Olivetti. No caso de Ciclo, a faixa "Fogueira" foi incluída na trilha sonora da novela da Globo Transas e Caretas de Lauro César Muniz. O álbum apresentava um repertório de onze canções, das quais nove eram inéditas, e apenas duas regravações ("'Rio de Janeiro - Isto é o meu Brasil" e "Ela disse-me-assim"). No LP A Beira e o Mar, originado do espetáculo A Hora da Estrela, cujo título remete ao famoso livro homônimo de Clarice Lispector, o repertório misturou canções inéditas e regravações ("Na Primeira Manhã", "Nossos Momentos", "ABC do Sertão", "Somos Iguais" e "Sonho Impossível" – esta última gravada pela terceira vez, já que havia sido gravada anteriormente nos álbuns A Cena Muda e Chico Buarque & Maria Bethânia ao vivo e dali a treze anos, novamente no CD Imitação da Vida). Bethânia então saiu da gravadora Polygram (atualmente Universal Music), de onde era contratada desde 1971 (com o álbum A Tua Presença...) e à qual só retornaria dali a cinco anos.
1985 – 1989: Palco Iluminado, Dezembros, Maria e Memória da Pele
O disco que marca essa volta é Memória da Pele; durante este intervalo de tempo, aconteceu uma breve passagem pela primeira gravadora, a RCA, com a qual assinou contrato para a gravação de três discos, mas acabou gerando apenas dois. São eles: Dezembros e Maria, lançados em 1986 e 1988, respectivamente.
A interpretação de "'Na Primeira Manhã" surpreendeu Milton Nascimento, inspirando-o a escrever, em parceria com Fernando Brant, a canção "Canções e Momentos", inclusa no repertório do disco Dezembros, do qual também fez participação especial nesta faixa, que também trazia, dentre outras, os sucessos "Anos Dourados", "Gostoso Demais" e "Errei Sim".
Cantou, ainda que com uma participação individual diminuta, no coro da versão brasileira de "We Are the World", o hit americano que juntou vozes e levantou fundos para a África por meio do projeto USA for Africa. O projeto Nordeste Já (1985), abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes num compacto simples, de criação coletiva, com as canções "Chega de Mágoa" e "Seca d'Água".
Já o CD Maria, originado do espetáculo homônimo dirigido por Fauzi Arap no ano anterior, contou com as participações especiais da cantora Gal Costa (na toada "O Ciúme", acompanhada somente pelo sintetizador de Benoit Corboz, que também escreveu o arranjo para esta canção) e duas internacionais: o grupo sul-africano Lady Smith Black Mambazo (na faixa de abertura, "A Terra Tremeu/Ofá") e a atriz francesa Jeanne Moureau (na faixa "Poema dos Olhos da Amada", declamando uma versão em francês do poema de Vinícius de Morais). As baladas "Tá Combinado" e "Verdades e Mentiras" integraram as trilhas sonoras das novelas da Globo Vale Tudo e Fera Radical, respectivamente.
Bethânia também interpretou a canção "Tenha Calma", integrante da trilha sonora da novela da Globo Tieta.
Em 1990, Bethânia comemorou 25 anos de carreira com o LP 25 Anos, cujo repertório, essencialmente brasileiro, evocava diversas culturas deste país, com canções consagradas e pouco conhecidas, entre regravações e inéditas. O disco contou com a participação especial de vários cantores e músicos, dentre os quais Gal Costa, Alcione, João Gilberto, Egberto Gismonti, Nina Simone, Fátima Guedes, Hermeto Paschoal, Sivuca, Wagner Tiso, Toninho Horta, Jacques Morelenbaum, Jaime Além, Márcio Montarroyos, Mônica Millet, Almir Sater, Flávia Virgínia, Nair de Cândia, Armando Marçal, Djalma Correia, Álvaro Millet, Gordinho (Antenor Marques Filho), Zeca Assunção, Wilson das Neves, José Roberto Bertrami, Jamil Joanes, Jurim Moreira, orquestra de cordas e bateria da escola de samba GRES Estação Primeira de Mangueira, com regência de Mestre Taranta (participou duas vezes do disco - na faixa de abertura, uma vinheta colada a um texto de Mário de Andrade e a canção "O Canto do Pajé" - e também na faixa que encerrava o projeto, "Palavra", que no final fez uma citação musical à famosa canção de Chico Buarque "Apesar de Você"); As regionalistas "Tocando em Frente" e "Flor de Ir Embora" integraram as trilhas das novelas rurais Pantanal e A história de Ana Raio e Zé Trovão, respectivamente, ambas exibidas pela extinta Rede Manchete. O feito de gravação de discos acústicos se repetiu no álbum subsequente, Olho d'Água, lançado em 1992; no repertório deste, a canção regionalista "Além da Última Estrela", que integrou a trilha sonora da novela da Globo Renascer, de Benedito Ruy Barbosa, exibida no ano seguinte. O álbum também mostrou uma incursão pela religiosidade ("Ilumina" originalmente gravada pela cantora Ana Clara em 1991, "Medalha de São Jorge", "Louvação a Oxum", "Rainha Negra" uma homenagem à cantora Clementina de Jesus e "Búzio"), abrindo e fechando com uma vinheta da música "Sodade Meu Bem Sodade", de Zé do Norte.
O CD As Canções que Você Fez pra Mim foi convertido para uma versão hispânica (no caso, Las Canciones que Hiciste pra Mí). Sete das onze faixas foram convertidas - a faixa-título, "Fiera Herida" ("Fera Ferida", tema de abertura da novela homônima da Globo), "Palabras" ("Palavras"), "Tú No Sabes" ("Você Não Sabe"), "Necesito de Tu Amor" ("Eu Preciso de Você), "Tú" ("Você", incluída na trilha sonora da novela da Globo Pátria Minha de Gilberto Braga, cujo título remete ao famoso poema homônimo de Vinícius de Morais - justamente a sucessora de Fera Ferida) e "Emociones" ("Emoções", de Roberto). Ficaram de fora "Olha", "Costumes", "Detalhes" e "Seu Corpo". O trabalho consistiu em um tributo à dupla de cantores e compositores Roberto e Erasmo Carlos, evocando onze parcerias entre ambos. Este disco, além de originar um LP promocional para a Coca-Cola com uma entrevista entre parte do repertório ("Emoções", "Costumes", "Olha" e "Seu Corpo), gerou também um VHS (relançado em DVD em 2009) e um espetáculo calcado na divulgação do disco anterior, dirigido por Gabriel Vilela na casa Canecão (Rio de Janeiro), do qual saiu o trabalho que marca a despedida definitiva da Universal Music: Maria Bethânia ao Vivo, de 1995, o último a ter versão em vinil; porém, já sofria com o problema de pressão de espaço físico, com quatro músicas a menos. São elas: "Fé Cega Faca Amolada", "Detalhes", "Você Não Sabe" (as duas últimas, já inclusas no álbum-tributo a Roberto) e "Reconvexo" (gravada pela cantora no álbum Memória da Pele), inclusas somente no CD. Este disco trouxe regravações dos antigos sucessos entre outras canções consagradas e do álbum de estúdio anterior dedicado a Roberto Carlos.
Em 1999, lançou A Força Que Nunca Seca pela gravadora BMG. No trabalho, interpretou a faixa "Romaria", de autoria de Renato Teixeira, popularizada por Elis Regina. A faixa-título foi dedicada à memória de Mãe Cleusa do Gantois, além de trazer canções inéditas e releituras de clássicos ("O Trenzinho Caipira", com citação de trechos do poema "O Trem de Alagoas" de Ferreira Gullar; "Luar do Sertão/Azulão", "Espere Por Mim Morena", "Gema" - esta já gravada pela cantora anteriormente no álbum Talismã, "As Flores do Jardim da Nossa Casa") e a interpretação de "É o Amor", originalmente gravada pela dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano. Esta foi incluída na trilha sonora da novela da Globo Suave Veneno, de Aguinaldo Silva, exibida àquele mesmo ano. Em seguida, houve um espetáculo que divulgou o disco anterior, do qual saiu o CD duplo Diamante Verdadeiro, gravado em agosto, que trouxe canções do referido CD de estúdio (exceto "Espere Por Mim Morena"), regravações dos antigos sucessos entre outros clássicos, além de textos de Fernando Pessoa ("Autopsicografia"), Manuel Alegre ("Senhora das Tempestades") e Castro Alves ("O Navio Negreiro").
Em 2001, desliga-se das grandes gravadoras, transferindo-se para a independente Biscoito Fino, de propriedade de Olivia Hime e Kati Almeida Braga. O disco que marca a estreia na nova gravadora é o duplo Maricotinha ao Vivo - comemorativo dos trinta e cinco anos de carreira, que trouxe regravações dos antigos sucessos seus entre outras canções consagradas, textos e do álbum de estúdio homônimo do ano anterior, cuja maior parte das canções era inédita e foi o último álbum lançado pela gravadora BMG, e também gerou seu primeiro DVD. Em 2003, ainda na Biscoito Fino, lança o selo Quitanda (23 de setembro), para gravar discos com menor apelo comercial e lançar artistas que admira, como Mart'Nália e Dona Edith do Prato. Paralelamente, houve o lançamento do álbum Cânticos, Preces, Súplicas à Senhora dos Jardins do Céu, gravado originalmente em 2000, que inicialmente não foi comercializado e distribuído numa tiragem limitada de duas mil cópias, apenas para angariar fundos para a restauração da matriz da cidade natal, em homenagem à Nossa Senhora; neste trabalho, a cantora reafirmou a religiosidade, presente em quase toda a obra. O disco contou com a participação especial da mãe, Canô Veloso, Gilberto Gil (violão e voz) e Nair de Cândia, nas respectivas faixas "Ladainha de Nossa Senhora", "Mãe de Deus das Candeias" e uma versão em latim da Ave Maria.
Bethânia também atua em direções, com a direção de vários artistas, entre eles o irmão Caetano Veloso e Alcione. Ao mesmo tempo, produziu a homenagem Namorando a Rosa, a violonista Rosinha de Valença, que tocou alguns anos em sua banda, falecida em 2004; dirigiu o espetáculo Comigo Me Desavim (1967); e nove anos depois gravou os álbuns Cheiro de Mato, Maria Bethânia e Caetano Veloso ao Vivo, Alteza, Olho d'Água e Álibi, onde tocou violão em todas as faixas; o álbum contou com a participação especial de diversos nomes consagrados da MPB, como o irmão Caetano Veloso, Alcione, Chico Buarque, Bebel Gilberto, Ivone Lara, Délcio Carvalho, Yamandú Costa, Martinho da Vila, Turíbio Santos, Miúcha, Joanna, Hermeto Paschoal. Em 2005, foi lançado o filme documentário sobre sua vida e carreira, Música é Perfume.
Em 2006, foi vencedora do Prêmio TIM de Música (antigo Prêmio Sharp) onde arrebatou três títulos: melhor cantora, melhor disco (Que Falta Você Me Faz, um tributo a Vinícius de Morais) e melhor DVD (Tempo Tempo Tempo Tempo, comemorativo dos quarenta anos de carreira).
 No mesmo ano, os CDs antigos - LPs originais que haviam sido relançados anteriormente em CD - voltaram às prateleiras, com encarte completo (na edição anterior ele havia sido suprimido/reduzido), letras de todas as músicas e textos - mesmo que a versão original não as tivesse - e texto interno com a história do álbum redigido pelo jornalista e crítico musical Rodrigo Faour, pois há muito tempo estavam fora de catálogo. Ainda em 2006, lançou dois álbuns simultaneamente: Pirata, onde canta os rios do interior do Brasil, lançado três anos antes, e Mar de Sophia, onde canta o mar a partir de versos da poetisa portuguesa Sophia de Mello Breyner. A turnê de promoção dos dois discos foi batizada de Dentro do Mar tem Rio, com direção de Bia Lessa e roteiro do fiel colaborador Fauzi Arap, originando o álbum duplo homônimo, lançado em 2007.
Lançou em 2007 pela Biscoito Fino o DVD duplo que contempla dois documentários sobre a artista: Pedrinha de Aruanda e Bethânia Bem de Perto. Este primeiro é um registro da intimidade da cantora e tem com ponto de partida a comemoração do seu aniversário de sessenta anos, celebrados durante uma apresentação em Salvador e uma missa em Santo Amaro, sua cidade natal, em 2006. Ainda em 2007, é a maior vencedora do Prêmio TIM, dividindo o protagonismo do prêmio com Marisa Monte. Bethânia, mais uma vez, compareceu à cerimônia, e levou para casa os troféus de melhor cantora, melhor disco (Mar de Sophia), melhor projeto gráfico (Pirata) e melhor canção ("Beira-mar", do CD Mar de Sophia).
Em 2008, junta-se à cantora cubana Omara Portuondo e segue em turnê pelo Brasil e países vizinhos, como Argentina e Chile; nos dias 4 e 5 de abril foi gravado o DVD ao vivo em Belo Horizonte no Palácio das Artes, sob a direção de Mário de Aratanha e a produção musical de Moogie Canázio, originando também um CD.
Em 2009, lançou o DVD Dentro do Mar tem Rio, registro do show ao vivo gravado nos dias 7 e 8 de dezembro de 2007, em São Paulo, com direção de Andrucha Waddington. No mesmo ano, lança na Gafieira Estudantina os trabalhos Encanteria, onde canta as mais variadas formas de fé (pelo selo Quitanda) e Tua, com canções românticas (pela Biscoito Fino); ambos são compostos por canções inéditas. O repertório do espetáculo calcado na divulgação dos dois trabalhos é composto por estas faixas intercaladas a antigos sucessos da artista. Seu título é batizado com três nomes que, segundo ela, foram herdados de sua tradição familiar: Amor, Festa e Devoção.
Em junho de 2010, após décadas sem se apresentar em um programa de TV, Maria Bethânia prestou uma homenagem ao cantor e compositor Erasmo Carlos durante a edição especial do Programa Altas Horas pela passagem dos 50 anos de carreira do artista. Na ocasião, ela interpretou "As Canções que Você Fez pra Mim" e "Sentado à Beira do Caminho". O DVD Carta de Amor, lançado em 2013, traz uma turnê baseada no álbum Oásis de Bethânia. O DVD tem seu título incorporado em um poema-canção escrito pela própria cantora. Em 2014, a faixa-título foi indicada ao Grammy Latino de Melhor Canção Brasileira.
Em 2016, foi homenageada pela Mangueira, que desfilou no carnaval do Rio de Janeiro com o enredo Maria Bethânia, a menina dos olhos de Oyá. A escola foi a última a desfilar e se sagrou campeã.
26° Prêmio da Música Brasileira e Turnê
A maior vencedora do Prêmio da Música Brasileira, nos seus 50 anos de carreira, celebrados em 2015, Bethânia foi a grande homenageada da 26ª edição do PMB no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Numa noite de gala e muita cultura, algumas das maiores vozes da MPB se reuniram para render elogios e aplausos a cantora. Com direção de José Maurício Machiline e roteiro de Zélia Duncan, Alexandre Nero e Dira Paes apresentaram a festa e premiações, atores interpretaram poesias conhecidas na voz de Bethânia e grandiosos cantores lançados pela Abelha Rainha e outros amigos subiram ao palco para mostrarem através de canções, sua admiração, entre eles: Adriana Calcanhotto, Arnaldo Antunes, Caetano Veloso, Alcione, Chico César, Lenine, Renata Sorrah, Zélia Duncan, Matheus Nachtergaele, Mônica Salmaso, Mariene de Castro, Nana Caymmi. A noite de grande comoção e aplausos, foi aberta pelo Ministro da Cultura, e pela própria homenageada entoando "Carcará", "O Quereres", "Fera Ferida", e foi encerrada também pela diva, com "Explode Coração" e "Vento de Lá/Embelezou Eu".
Logo após, iniciou-se a turnê, celebrando os 50 anos de carreira em 2015 com a turnê do 26º Prêmio da Música Brasileira, que incluiu as participações de Zélia Duncan, Arlindo Cruz, João Bosco, Camila Pitanga e Lenine.
 Passando por várias cidades e arrastando multidões, a turnê foi ovacionada e rendeu muita honra a Abelha Rainha da Música Brasileira.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Simone Bittencourt de Oliveira


Filha de Otto Gentil de Oliveira e Letícia Bittencourt de Oliveira, Simone nasceu prematura de oito meses no bairro de Castro Neves, em Salvador, Bahia. É a sétima filha entre nove irmãos, sendo cinco homens e quatro mulheres Em 1966, aos dezessete anos, mudou-se com a família para São Caetano do Sul onde frequentou o curso colegial. Prestou vestibular e cursou Educação Física na FEFIS na cidade de Santos onde foi contemporânea de Pelé, Emerson Leão e Leivinha . Formou-se e deu aulas no Colégio Gonçalves Dias no bairro de Santana em São Paulo e tornou-se jogadora profissional de basquete, chegando a ser convocada duas vezes para a Seleção Brasileira de Basquetebol, mas devido a duas entorses, foi cortada antes do embarque e na segunda, durante o campeonato mundial de 1971, ficou no banco de reservas.
Filha de Otto Gentil de Oliveira e Letícia Bittencourt de Oliveira, Simone nasceu prematura de oito meses no bairro de Castro Neves, em Salvador, Bahia. É a sétima filha entre nove irmãos, sendo cinco homens e quatro mulheres.Em 1966, aos dezessete anos, mudou-se com a família para São Caetano do Sul onde frequentou o curso colegial. Prestou vestibular e cursou Educação Física na FEFIS na cidade de Santos onde foi contemporânea de Pelé, Emerson Leão e Leivinha . Formou-se e deu aulas no Colégio Gonçalves Dias no bairro de Santana em São Paulo e tornou-se jogadora profissional de basquete, chegando a ser convocada duas vezes para a Seleção Brasileira de Basquetebol, mas devido a duas entorses, foi cortada antes do embarque e na segunda, durante o campeonato mundial de 1971, ficou no banco de reservas.


Trajetória Artística
Década de 1970
Apesar de formada em Educação Física, a paixão de sua vida sempre foi a música, tanto que fazia aula de violão desde criança com a professora Elodir Barontini, da qual, ao longo dos anos, tornou-se amiga. Simone participou de um jantar organizado por Elodir, na casa do então gerente de marketing da gravadora Odeon, Moacir Machado, o Môa.Ao final do encontro, Simone foi convidada para fazer um teste na Odeon, cantando sucessos da época. O resultado foi um contrato de quatro anos, com um disco por ano. O primeiro, "Simone", gravado em outubro de 1972 foi regido pelo maestro José Briamonte. A primeira tiragem foi distribuída apenas para amigos, parentes e para o meio artístico. O lançamento ocorreu em 20 de março de 1973 (considerada a data oficial do início da carreira) no Salão Coral do Hotel Hilton, em São Paulo. A participação no programa "Mixturação" (direção/produção de Walter Silva, TV Record, abril, 1973) também foi aguardada com expectativa e Simone apontada como um dos nomes mais promissores. O sucesso começava assim de forma gradual.

Antes de se tornar conhecida do público brasileiro, participou de uma turnê internacional (1973) organizada por aquele que se tornaria um dos grandes incentivadores, Hermínio Bello de Carvalho. A excursão internacional, intitulada "Panorama Brasileiro", incluía no roteiro o Olympia (Paris) e o Hotel Intercontinental de Colonia (Alemanha), além de Bruxelas (Bélgica), na "Brasil Export 73". Em 1974, "Festa Brasil" percorreu 20 cidades dos Estados Unidos, além do palco do teatro anexo do Madison Square Garden (Nova York), o Felt Forum. A turnê foi um grande sucesso e os discos "Agô-Kelofé- Brasil Export 73" e "Festa Brasil" foram distribuídos no mercado europeu e americano (tinham sido gravados antes das viagens), ambos produzidos por Hermínio Bello de Carvalho, que ainda produziria os dois álbuns subsequentes, "Quatro paredes" (1974) e "Gotas d´água" (1975), neste último a produção foi realizada em parceria com Milton Nascimento.

 Em 1976, ao lado de Vinícius de Moraes e Toquinho, participou do "Circuito Universitário", uma série de apresentações que, além do Brasil, viajou pela Argentina, Uruguai, Chile e México.No mesmo ano o filme "Dona Flor e seus dois maridos", de Bruno Barreto, trouxe Simone cantando três versões de "O que será", de Chico Buarque, na trilha sonora, levando pela primeira vez o nome da cantora aos quatro cantos do país.

Em 1977 a canção "Jura secreta", de Sueli Costa e Abel Silva, lançada no álbum "Face a face", foi a primeira interpretação de Simone incluída em uma novela, "O profeta", de Ivani Ribeiro (TV Tupi).

Quatro anos depois de sua estreia, realizou a primeira apresentação solo, "Face a face", no Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro. O ano marcaria o primeiro grande momento de reconhecimento, com as canções "Gota d'água", de Chico Buarque; "Face a face", de Sueli Costa e Cacaso; "Jura secreta", de Sueli Costa e Abel Silva; e "O que será", de Chico Buarque.

No "Projeto Seis e Meia" (1977) foi ovacionada por crítica e público quando interpretou "Gota d' água", de Chico Buarque, até hoje considerada uma das melhores apresentações da carreira: "Foi uma loucura total. Aquela gente toda - a quem se atribuía inicialmente apenas a vontade de ver Belchior - mostrou, na hora, que queria me ver também. O público foi ouvir os dois e, para mim, isso esclareceu algumas críticas ao meu trabalho. Diziam que eu era cantora de elite, que só escolhia compositores de elite para cantar para uma elite. E embora não cante músicas de parada de sucesso, foi o povo mesmo que foi ao Seis e Meia daquela semana, independente de qualquer coisa.".

Em 1978 lançou o álbum "Cigarra", que trouxe os sucessos "Medo de amar nº 2", de Sueli Costa e Tite de Lemos; "Diga lá, coração", de [[Gonzaguinha]; "Ela disse-me assim" (Vá embora), de Lupicínio Rodrigues; e a faixa-título de autoria de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos.

De 16 de junho a 15 de setembro de 1978, estava entre os artistas do ambicioso "Projeto Pixinguinha", e, ao lado de Sueli Costa, apresentou-se nas principais capitais do país. Um excerto do Projeto comenta o progresso da carreira: "Em 77, além do lançamento do LP 'Face a face' e da trilha sonora do filme 'Dona Flor e seus dois maridos' fez muito sucesso num espetáculo no MAM[desambiguação necessária]. No Teatro Clara Nunes, com direção geral de Hermínio Bello de Carvalho, apresentou-se em 'Face à faca'. Em cada espetáculo vem se projetando e se coloca, no momento, entre as melhores cantoras brasileiras. Acabou de gravar 'Cigarra', com músicas de Gonzaguinha ('Petúnia resedá'), Fagner e Abel Silva ('Sangue e pudins'), Milton Nascimento e Ronaldo Bastos ('Cigarra'). (Excerto: Funarte.)

Em 1979 lançou "Pedaços", álbum que trouxe as canções "Sob medida", de Chico Buarque; "Povo da raça Brasil" e "Itamarandiba", ambas de Milton Nascimento e Fernando Brant; "Condenados", de Fátima Guedes, "Cordilheira", de Sueli Costa e Paulo César Pinheiro; "Vento nordeste", de Sueli Costa e Abel Silva; "Saindo de mim" (Dois gumes), de Ivan Lins e Vitor Martins; e "Pedaços de mim", de Chico Buarque. Os destaques ficaram por conta das canções "Começar de novo", de Ivan Lins e Vitor Martins - gravada para o seriado "Malu mulher", uma das primeiras canções feministas da música brasileira - e "Tô voltando", de Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro - um samba que canta a volta para a casa de um casal apaixonado que acabou sendo associado à ditadura militar e aos que retornavam ao Brasil depois do asilo político dos anos 1970.

Considerado um divisor de aguás na carreira, o espetáculo homônimo  (30 de dezembro de 1979, Canecão) teve a primeira apresentação em outubro e foi considerado o melhor do ano em termos de público, mais de 120.000 pessoas em todo o país. Só foi superado pelo espetáculo anual de Roberto Carlos. Dirigido por Flávio Rangel, que incluiu a canção "Pra não dizer que não falei das flores" (Caminhando), de Geraldo Vandré, no repertório. Simone foi a primeira artista a cantar "Pra não dizer que não falei das flores" após a liberação pela censura.

Ainda em 1979, participou do especial Mulher 80, da TV Globo. O programa exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade de então. Além de Simone, participaram também Elis Regina, Maria Bethânia, Fafá de Belém, Marina Lima, Rita Lee, Joanna, Zezé Motta, Gal Costa e as atrizes Regina Duarte e Narjara Turetta, que protagonizaram o seriado "Malu mulher".

Década de 1980
Em 30 de dezembro de 1979 gravou no Canecão, Rio de Janeiro, "Simone ao vivo". Lançado no final de janeiro de 1980, a primeira faixa de trabalho foi uma parceria de Ivan Lins e Vitor Martins, "Desesperar, jamais", incluída na trilha sonora da novela global "Água viva", de Gilberto Braga.

Em 02 de março de 1980 gravou no Teatro Fênix, Rio de Janeiro, o primeiro programa da série "Grandes nomes", o "Simone Bittencourt de Oliveira", da TV Globo.

Em outubro do mesmo ano lançou o último trabalho pela gravadora EMI Odeon, "Simone", o primeiro a ter uma estrela no "i" de seu nome.

Assinou contrato com a gravadora CBS em 1981 e lançou em novembro o álbum "Amar", que rendeu um Disco de Platina. O espetáculo homônimo foi marcado por recorde de público. Foram nove apresentações no Ginásio Ibirapuera, em 3 semanas seguidas, com cerca de 15 mil pessoas, por noite, dando um total aproximado de 135 mil pessoas: "No último fim de semana, quando lotou o Ginásio do Ibirapuera, também em São Paulo, com 45 000 ingressos vendidos em apenas 48 horas para três apresentações, ela mostrou que a nova estrela gosta de brilho, e muito. Com a programação de mais três espetáculos extras no próximo fim de semana, ela passa a recolher recordes; ao final do último show, será a artista brasileira que mais vezes se apresentou num ginásio de 15 000 lugares num espaço de tempo tão curto".

Em fevereiro de 1982 cantou "Pra não dizer que não falei das flores" (Caminhando), de Geraldo Vandré, na primeira edição do espetáculo Canta Brasil, no Estádio do Morumbi, São Paulo.

O álbum "Corpo e Alma" foi lançado em outubro de 1982. Além da faixa "Alma", de Sueli Costa e Abel Silva, um dos grandes sucessos na carreira da artista, o disco contava ainda com "Tô que tô", de Kleiton e Kledir, a primeira canção sensual usada em uma abertura de novela, "Sol de verão", da TV Globo.


Em dezembro de 1982 parou a Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro, onde uma multidão de 60 mil pessoas  foram assisti-la na primeira transmissão ao vivo da história da "Rede Globo" para um espetáculo de final de ano.

Lançou o álbum "Delírios, Delícias" em setembro de 1983, que teve como principais destaques as faixas "Depois da dez", de Tunai e Sérgio Natureza; "Liberdade", de Djavan; "Coração aprendiz", de Sueli Costa e Abel Silva; e "O amanhã", de João Sérgio. O show homônimo surpreendeu a plateia ao levar uma cama para o palco, anos antes da popstar Madonna fazer o mesmo na sua terceira turnê musical, "Blond Ambition Tour".

Em setembro de 1984 lançou "Desejos". Este álbum emplacou grandes sucessos como "Um desejo só não basta", de Fausto Nilo e Fernando Casagrande; "Nenhum mistério", de Lô Borges, Ronaldo Bastos e Murilo Antunes; "Iolanda", versão em português de Chico Buarque para "Yolanda", de Pablo Milanés; e "Por um dia de graça", de Luiz Carlos da Vila, um dos hinos do movimento "Diretas Já". O show homônimo foi apresentado um ano depois em catorze cidades do Japão: Tóquio (dois shows), Saporo, Tsukuba, Nagoya, Osaka, Kobi, Kokura, Fukuoka, Matsuyama, Fukuyama, Kawasaki, Uruwa, Kanazawa e Sendai.

Em abril de 1985, ao lado de artistas latino-americanos, gravou a música "Cantaré, cantarás", de Albert Hammon, Juan Carlos Calderon e Anahi, para o projeto "Hermanos", cuja renda foi destinada à população necessitada da América Latina, Caribe e África. Em seguida, ao lado de vários artistas brasileiros, gravou "Chega de mágoa", criação coletiva, para o projeto "Nordeste já", em benefício da população carente daquela região do país.

Em março de 1986 embarcou para Portugal e apresentou uma temporada de seis espetáculos no Coliseu dos Recreios (Lisboa) e dois no Coliseu do Porto (Porto).

O show "Simone" estreou em 15 de julho de 1986 no Scala II, Rio de Janeiro, e ficou em cartaz durante sete meses seguidos na famosa casa de espetáculos. Em novembro, após o lançamento do álbum anual, o nome do show foi modificado para "Amor e paixão".

Em dezembro de 1987 lançou "Vício", álbum que apresentou dez clássicos da música brasileira, entre eles "Eu sei que vou te amar", de Tom Jobim e Vinícius de Moraes; "Simples carinho", de João Donato e Abel Silva; "Seu corpo", de Roberto Carlos e Erasmo Carlos; "Doce presença", de Ivan Lins e Vitor Martins; e "Trocando em miúdos", de Francis Hime e Chico Buarque.

O álbum "Sedução" foi lançado em outubro de 1988 e teve como destaques as canções "Separação", de José Augusto e Paulo Sérgio Valle; "Olhos negros", de Tunai; "O tempo não pára", de Arnaldo Brandão e Cazuza; "Amei demais", de Michael Sullivan e Paulo Massadas; "Carta marcada", de César Camargo Mariano e Ronaldo Bastos; e "Disputa de poder", de Almir de Araújo, Marquinho Lessa, Hércules Corrêa e Balinha. O show homônimo estreou um ano depois no Palace, São Paulo, e rendeu à artista um especial para TV Globo, o "Simone - Especial 1989", no qual apareceu interpretando algumas canções inéditas em sua voz, tais como "Isto aqui o que é", de Ary Barroso; "O mundo é um moinho", de Cartola; "Blues da piedade", de Cazuza e Frejat; e "É", de Gonzaguinha.

Encerrou a década de 1980 com "Simone", álbum lançado em dezembro de 1989, no qual gravou as canções "Uma nova mulher", de Paulo Debétio e Paulinho Rezende; "Tudo por amor", de José Augusto e Paulo Sérgio Valle; e "Louvor a Chico Mendes", de Almir Araújo e Marquinho Lessa.

Década de 1990
Iniciou a década de 1990 lançando "Liberdade", álbum que trouxe uma revisão dos nove anos na gravadora CBS. As faixas receberam discreta remixagem, além de uma sutil releitura em "O sal da terra", de Beto Guedes e Ronaldo Bastos. A única gravação inédita uniu, ao vivo, os sambas-enredo "Liberdade, liberdade, abra as asas sobre nós", de Niltinho Tristeza, Preto Jóia, Vicentinho e Jurandir, e "O amanhã", de João Sérgio.

O primeiro álbum em espanhol, "Simone", foi lançado em maio de 1991 durante um show realizado no Teatro Calderon, em Madrid (ES).

Em julho foi convidada por Quincy Jones para participar pela primeira vez do "Montreux Jazz Festival - 1991", realizado no Casino Montreux, em Montreux (CH).

"Raio de luz" foi lançado em novembro de 1991 e emplacou os sucessos "Raios de luz", de Cristóvão Bastos e Abel Silva; "Será", de Dado Villa-Lobos, Renato Russo e Marcelo Bonfá; e "Brigas", de Jair Amorim e Evaldo Gouveia.

Ainda em 1991, gravou um videoclipe para o programa Fantástico, idealizado pelo sociólogo Betinho, intitulado "A luz do mundo", de Chico Buarque, Djavan, Caetano Veloso e Arnaldo Antunes, para arrecadar fundos para a reabilitação de menores.

Estreou o show "Sou eu", com direção e iluminação de Ney Matogrosso, no Imperator, Rio de Janeiro, em maio de 1992.

Em abril de1993, comemorou 20 anos de carreira lançando o álbum "Sou eu", baseado no show, que ganhou o "VI Prêmio Sharp" – atual Prêmio da Música Brasileira – na categoria especial "Melhor show". A comemoração rendeu à artista o quinto especial para Rede Globo, "Simone - 20 anos", gravado no mesmo mês na Pedreira Paulo Leminsk, em Curitiba (PR), e transmitido em maio.

Após um ano e alguns meses afastada dos estúdios, em maio de 1995 lançou o álbum "Simone Bittencourt de Oliveira", cujo repertório trouxe as regravações de "Elegia", de Péricles Cavalcanti e Augusto de Campos – a partir de um poema de John Donne, poeta jacobita inglês do século XVII, cuja obra é marcada por seu estilo sensual e realista –; "Espere por mim, morena", de Gonzaguinha; "Procissão", de Gilberto Gil; "O que é amar", de Johnny Alf; "Quem te viu, quem te vê" e "Noite dos mascarados", de Chico Buarque, além de três canções inéditas: "Danadinho danado", de Martinho da Vila e Zé Catimba; "Quem é você", de Isolda e Eduardo Dusek; e "Entre o sim e o não", de João Donato e Abel Silva. O novo show foi batizado de "Sonho e realidade", o primeiro dirigido por José Possi Neto, e estreou em 13 de julho no Metropolitan, Rio de Janeiro. O roteiro contou com uma canção inédita em sua voz, "Como dois em dois", de Caetano Veloso.

Ainda em 1995, assinou contrato com a gravadora Polygram – atual Universal Music – e lançou em novembro o CD "25 de Dezembro", exclusivamente com canções natalinas, e obteve a maior vendagem da carreira, mais de um milhão e meio de cópias vendidas em apenas um mês e meio: "Ao lançar, no ano passado, o disco natalino 25 de Dezembro, a cantora Simone quebrou um tabu. Ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos e na Europa, os cantores brasileiros não têm o costume de lançar, no mês de dezembro, discos com músicas de Natal (Revista Veja). Foi a partir do sucesso de Simone que vários outros artistas também gravaram versões de músicas natalinas, tal como Ivan Lins, Chitãozinho e Xororó, entre outros."

"Café com Leite", uma releitura da obra de Martinho da Vila, foi lançado em novembro de 1996: "Eu fiquei seduzida com a ideia de penetrar no universo genial de Martinho. Tudo na obra dele é alegre. Dedicar disco a um único compositor exige que a gente descubra uma outra maneira de ver a obra dele. Eu queria sair da forma tradicional de cantar Martinho, mas mantendo a marca dele".

Em setembro de 1997 estreou no Palace, em São Paulo, com direção de José Possi Neto, o espetáculo "Brasil, o show", que mesclou cinco canções do álbum "Café com leite" e sambas de compositores clássicos, entre eles Paulinho da Viola, Adoniran Barbosa, Ataulfo Alves, Dorival Caymmi, Ary Barroso e Mário Lago. A temporada foi gravada e originou o segundo álbum ao vivo, lançado em novembro.

Anos 2000
Em janeiro de 2000, com direção e iluminação de Ney Matogrosso, estreou no Canecão, Rio de Janeiro, "Fica comigo esta noite", show comemorativo dos 50 anos de idade, que o originou o álbum homônimo lançado em maio.

Convidada especial do tenor espanhol José Carreras, participou em julho de 2001 do "25º Festival Internacional de Música do Algarve", em concerto realizado no Pontal, em Farol, Portugal.

Em novembro do mesmo ano lançou "Seda Pura", álbum mais pop de sua carreira. No repertório, canções de Cazuza, Frejat, Samuel Rosa, Dulce Quental, entre outros. "Já cantei Blitz, Lulu Santos, Lobão, RPM. Então para mim, trabalhar com esse registro não é novidade. A coisa é que estou sempre metendo o nariz em tudo quanto é canto, fuçando sons e estilos. Sou muito inquieta. Então pode-se dizer que agora estou ficando com o pop. É uma paixão autêntica, não tem nada a ver com 'análises de mercado' ou viradas de carreira."

De volta à EMI, lançou em julho de 2004 o álbum "Baiana da gema", com repertório dedicado a obra de Ivan Lins e parceiros. Na apresentação do show homônimo no Peru, em 2005, a artista foi aplaudida de pé por mais de cinco minutos.

Nos dias 10 e 11 de agosto de 2005 gravou no Teatro João Caetano, Rio de Janeiro, com as participações de Ivan Lins, Milton Nascimento e Zélia Duncan, o CD e DVD "Simone ao vivo, lançado em novembro. O novo registro deu origem ao espetáculo "Simone", que foi apresentado em agosto de 2006 em Miami, ao lado de Ivan Lins, compositor presente na carreira da artista desde o primeiro disco. A apresentação obteve reconhecimento da crítica, que considerou o espetáculo um dos melhores nos últimos anos na Flórida.

Em outubro de 2007, Simone e Zélia Duncan gravaram no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, o CD e DVD "Amigo é casa". O projeto foi lançado em 2008 e marcou a estreia de Simone na gravadora Biscoito Fino.

Em 2009, com produção do jornalista e pesquisador Rodrigo Faour, foi lançado via EMI o box "O Canto da Cigarra nos anos 70", que trouxe os 11 primeiros álbuns da artista: "Tá aí toda a minha formação musical, foi quando eu aprendi a mexer com estúdio, mixagem, tudo. Acho também que foi uma grande década da música brasileira, muito importante para as pessoas da minha geração. Claro que hoje eu faria algumas coisas diferentes. Mas a vida não tem ensaio..."

"Na veia" foi lançado em agosto de 2009 pela Biscoito Fino. O álbum sem estilo musical definido, exibiu um repertório eclético, que mesclou o samba, o pop e o romântico para, segundo a cantora, "passar alegria e esperança". Simone assinou a composição de "Vale a pena tentar", parceria com Hermínio Bello de Carvalho, segunda canção composta pela cantora que já havia estreado com "Merecimento", ao lado de Abel Silva em 1982: "Minhas composições eu não mostro pra ninguém, nem pra mim (risos). No caso desta com Hermínio, de 76, fiz a melodia e um esboço da ideia da letra, que era uma resposta à 'Proposta', do Roberto. Depois a entreguei pro Hermínio resolver algumas passagens da letra e só agora me liberei pra gravar. Como estou me reaproximando do violão, pode ser que venham algumas coisas por aí. Eu sempre tive muito pudor em colocar qualquer música minha. Mas um dia eu peguei o violão e cantei para o Rodolfo (Stroeter, do grupo Pau Brasil, produtor do CD) e a Kati (diretora da Biscoito Fino) e eles disseram: 'Você tá maluca de não gravar isso!?' Em 76, depois de pronta, a música chegou a ser mandada para Roberto Carlos – disseram que ele gravou, mas não saiu".

"Na veia" deu origem no mesmo ano ao show "Em boa companhia", com direção de José Possi Neto. Em abril de 2010, o novo espetáculo foi registrado em CD duplo e DVD durante duas apresentações no Teatro Guararapes, em Recife (PE).

Em 2013, para comemorar 40 anos de carreira, lançou em outubro o álbum "É melhor ser", definido pela intérprete como "musical, com contornos femininos; tão cheio de curvas e todo amor".[26] O projeto trouxe uma homenagem da artista às compositoras que marcaram sua carreira, como Sueli Costa, Fátima Guedes, Joyce, Marina Lima, Rita Lee, Angela Ro Ro, Joanna e Dona Ivone Lara. Ao lado dessas, outras que chegaram em seu universo musical posteriormente, como Alzira Espíndola, Adriana Calcanhotto e Teresa Cristina. Sua veia de compositora foi apresentada em duas faixas: "A propósito", parceria com Fernanda Montenegro; e no bolero "Só se for", parceria com Zélia Duncan.

Ainda em outubro, estreou no Teatro Oi Casagrande, Rio de Janeiro, com direção da atriz Christiane Torloni, o show homônimo. O roteiro trouxe todas as faixas do álbum, antigos sucessos – "Vai lavar o siri" (1973), tema de domínio público adaptado por Simone; "Outra vez" (1979), de Isolda; "Jura secreta" (1977) e "Alma" (1982), ambas de Sueli Costa e Abel Silva; e "Canteiros" (incluída no roteiro do show "Amar" - 1982), de Fagner sobre poema "Marcha", de Cecília Meireles, com citação musical de "Na hora do almoço", de Belchior – e canções inéditas em sua voz – "Não chora, neném", de Dona Ivone Lara; "Tiê", de Dona Ivone Lara, Mestre Fuleiro e Tio Hélio; "Candeeiro", de Teresa Cristina; "O tom do amor", de Moska e Zélia Duncan; "Primeira estrela", de Luli, Lucina e Sônia Prazeres; e "A noite do meu bem", de Dolores Duran.

Com patrocínio da Bradesco Seguros, reestreou a turnê nacional "É melhor ser" em setembro de 2015, com ingressos a R$ 1 real: "O preço por vezes acaba afastando o público que tem muita vontade de nos prestigiar, mas nem sempre consegue. A oportunidade de apresentar o meu show completo, tal como ele foi concebido, cobrando um valor simbólico e rodar por todo o país é muito emocionante. Ficarei meses na estrada, próxima ao coração do povo brasileiro".

Em 31 de março de 2016, participou do concerto beneficente "Amália, que perfeito coração", realizado no MEO Arena, em Lisboa, Portugal, cantando os fados "Foi Deus", de Alberto Janes; e "Nem às paredes confesso", de Max de Souza, Ferrer Trindade e Artur Ribeiro. A quadragésima nona apresentação de Simone em Portugal teve a renda destinada à Associação "Novo Futuro".

Estilo Musical
Repertório
Na história da MPB a tradição romântica foi intensificada nos anos 1980 e os temas de amor romântico e paixão, foram amplamente explorados por diversos cantores e compositores. Simone, que desde o início da carreira interpretou predominantemente canções românticas, figura dentre elas e é por isso elencada na categoria de cantora romântica.O repertório abrange mais de 380 interpretações, um dos mais vastos e diversificados dentre as vozes femininas, compondo um verdadeiro mosaico de estilos. O amor romântico ou idealizado, a paixão ("Começar de novo", "Jura secreta", "Corpo", "Medo de amar nº 2", "Raios de luz", "Lenha"), o samba ("Rainha morena", "O amanhã", "Por um dia de graça", "Amor no coração", "Rei por um dia", "Disputa de poder", "Ex-amor") e a religiosidade ("Cantos de Maculelê", "Reis e rainhas do Maracatu", "Conto de areia", "Então é Natal", "Ave Maria", "Jesus Cristo") são os mais recorrentes na obra.

Ao longo da infância e juventude as principais referências deste repertório romântico foram Roberto Carlos, Milton Nascimento e Maysa Matarazzo - de quem é grande fã e que grande influência exerceu na carreira -, Dolores Duran, Ângela Maria, Nora Ney e Elizeth Cardoso - as maiores expoentes do gênero samba-canção ou fossa. O gênero, comparado ao bolero, pela exploração e exaltação do tema amor-romântico ou pelo sofrimento de um amor não realizado, foi chamado também de dor-de-cotovelo. O samba canção (surgido na década de 1930) antecedeu o movimento da bossa nova (surgido ao final da década de 1950, em 1957), com o qual Maysa já foi identificada. Mas este último, herdeiro do jazz norte-americano, representou um refinamento e uma maior leveza nas melodias e interpretações em detrimento do drama e das melodias ressentidas, da dor-de-cotovelo e da melancolia. O legado de Maysa, ainda que aponte para dívidas com a bossa, é o de uma cantora mais dramática e a voz é mais arrastada do que as intérpretes da bossa e por isso aproxima-se antes do samba-canção e do bolero. O declarado gosto pessoal da cantora por boleros advém desta herança musical.Ao lançar o CD Fica Comigo Esta Noite, comentou: Bolero é bolero. Quando você tem um cara como o Luiz Conte que tem uma pegada de bolero especial, fica mais fácil. É o métier dele. Por exemplo, no show, o (Fernando) Caneca tocava guitarra, violão, viola, tudo junto. No disco, a gente tem mais tempo e pode variar mais de músicos e testar o que for melhor. No mais, eu sou a rainha do bolero. Adoro!.

Já como intérprete, Ivan Lins, Vitor Martins, Milton Nascimento, Fernando Brant, Ronaldo Bastos, Paulo César Pinheiro, Gonzaguinha, Chico Buarque, Francis Hime, Martinho da Vila, Fátima Guedes, João Bosco, Aldir Blanc, Isolda, Roberto Carlos, Hermínio Bello de Carvalho, Paulinho da Viola, Sueli Costa, Cacaso e Abel Silva são os compositores com maior número de interpretações na voz. O repertório atual inclui ainda Zélia Duncan, Adriana Calcanhotto, Lenine, Zeca Baleiro e Teresa Cristina.

Voz
Desde o primeiro LP gravado até os dias atuais o talento então descoberto é expressado pela espontaneidade, o dom natural, sem qualquer registro de passagem por escolas de música ou aulas de canto,tampouco utiliza a leitura de cifras como recurso de intelecção aos acordes. Marcada por um acentuado sotaque baiano, que o tempo nunca apagou, e um exclusivíssimo timbre metálico de mezzo-soprano, a voz revela-se também por uma leve rouquidão com viés romântico, entrementes exaltada por um travo de emoção contida, como nos dramas românticos de "Começar de novo", "Jura secreta" e "Gota d'água". Na nomenclatura do canto o registro vocálico é de tessitura vertical mediana, contrabalançado por uma ampla horizontalidade ou versatilidade; atualmente, na maturidade, pode ser definido com o de um contralto, mais grave, que o de mezzo-soprano; observa-se na obra o uso do recurso do falsete, como em alguns versos do refrão de "Jesus Cristo", no qual o timbre alcança um agudo para além do registro convencional. Trajetória profissional que se consolidou com um repertório eclético ensejado por um alto grau de versatilidade vocal, abrangendo interpretações solo em castelhano e ao lado de nomes como Pablo Milanés, Plácido Domingo, José Carreras e Julio Iglesias. Foi por três vezes nomeada para concorrer ao Grammy Latino (em 2006, na categoria Melhor álbum de música brasileira com o Cd Baiana da gema.

Palco
A presença no palco é caracterizada entre outras pelo traje branco, altura incomum e porte atlético e o gesto de abrir os braços no formato de uma cruz, contemplando gestualmente algumas canções. É característica também a maneira como Simone encerra os espetáculos, distribuindo flores, rosas brancas, para o público: As rosas são uma forma de agradecimento, é uma lembrança minha ao público. E a roupa branca já vem de muito tempo. O branco é a unificação de todas as cores e simboliza o meu mestre espiritual, que me acompanha sempre.

Parcerias
Dentre as parcerias estão nomes como Hermínio Bello de Carvalho, Roberto Ribeiro, João de Aquino, Milton Nascimento, Toquinho, Vinícius de Moraes, Belchior, Sueli Costa, Gilberto Gil, George Duke, Elis Regina, Angela Maria, Chico Buarque, MPB-4, Fátima Guedes, Gal Costa, Gonzaguinha, Paulinho da Viola, Francis Hime, Ivan Lins, José Luis Rodrigues, João Bosco, Neguinho da Beija-Flor, Roupa Nova, Tom Jobim, Oscar Castro Neves, Plácido Domingo, Cazuza, Roberto Carlos, Grupo Olodum da Bahia, Eugênia Melo e Castro, Pablo Milanés, Julio Iglesias, Rita Lee, Ney Matogrosso, Nana Caymmi, Emílio Santiago, Marília Gabriela, Martinho da Vila, Meninas Cantoras de Petrópolis, Timbalada, Daniela Romo, Dulce Pontes, Hebe Camargo, José Carreras, Zeca Pagodinho, Ara-Ketu, Erasmo Carlos, Dionne Warwick, Luís Represas, Zélia Duncan e outros.

Televisão e Afins
Filme
"O que será" (Abertura) - Dona Flor e seus dois maridos (1976)
"O que será" (À flor da pele) - Dona Flor e seus dois maridos (1976)
"O que será" (À flor da terra) - Dona Flor e seus dois maridos (1976)
Novelas[editar | editar código-fonte]
"Jura Secreta" (EMI Odeon) - O profeta (1977)
"Face a face" (EMI Odeon) - O pulo do gato (1977)
"Medo de amar nº 2" (EMI Odeon) - Sinal de alerta (1978)
"Então vale à pena (EMI Odeon) - Salário mínimo (1978)
"Jura secreta" (EMI Odeon) - Memórias de Amor (1979) - Tema de abertura
"Cigarra" (EMI Odeon) - Cara a cara (1979)
"Sob medida" (EMI Odeon) - Os gigantes (1979)
"Vento nordeste" (EMI Odeon) - Pé de vento (1980)
"Desesperar, jamais (EMI Odeon) - Água viva (1980)
"Saindo de mim" (Dois gumes) (EMI Odeon) - Chega mais (1980)
"Naquela noite com Yoko (CBS) - Brilhante (1981)
"Povo da raça Brasil" (EMI Odeon) - Terras do sem fim (1981)
"Mundo delirante" (CBS) - Elas por elas (1982)
"Ela disse-me assim" (Vá embora) (EMI Odeon) - Os Imigrantes - Terceira Geração (1982)
"Tô Que tô" (CBS) - Sol de verão (1982) - Tema de abertura
"Mulher da vida" (CBS) - Champagne (1983)
"Um desejo só não basta" (CBS) - Corpo a corpo (1984)
"A outra" (CBS) - Roque santeiro (1985)
"Íntimo" (CBS) - Uma esperança no ar (1985)
"Em flor" (CBS) - Roda de fogo (1986)
"Amor explícito" (CBS) - Corpo santo (1987)
"Seu corpo" (CBS) - Sassaricando (1987)
"O tempo não pára" (CBS) - O salvador da pátria (1989)
"Uma nova mulher" (CBS) - Tieta (1989)
"Apaixonada" (CBS) - Pantanal (1990)
"Carta marcada" (CBS) - Araponga (1990)
"Será" (Sony) - Perigosas peruas (1992)
"Raios de luz" (Sony) - De corpo e alma (1992) - Tema de abertura
"Desafio" (Sony) - Mulheres de areia (1993)
"Quem é você" (Sony) - A próxima vítima (1995)
"Pensamentos" (Polygram) - Explode coração (1995)
"Anjo de mim" (Polygram) - Anjo de mim (1996) - Tema de abertura
"Beija, me Beija, me Beija" (Polygram) - O amor está no ar (1997)
"Loca" (Polygram) - Torre de babel (1998)
"Abrázame" (Polygram) - Pérola negra (1998)
"Valsa do desejo" (Som Livre) - Força de um desejo (1999)
"Sentimental demais" (Universal Music) - Laços de família (2000)
"Desenho de giz" (Universal Music) - Um anjo caiu do céu (2001)
"Muito estranho" (Cuida bem de mim) (Universal Music) - Desejos de mulher (2002)
"Ex-amor" - com Martinho da Vila (Polygram) - Celebridade (2003)
"É festa" (EMI) - Senhora do destino (2004)
"Veneziana" (EMI) - A lua me disse (2005)
"Carinhoso" (Sony) - Os ricos também choram (2005)
"Então me diz" (EMI) - Belíssima (2005)
"Enrosco" (EMI) - Paixões proibidas (2006)
"Gota d' água" (Odeon) - Vidas opostas (2007)
"Existe um céu" (Som Livre) - Paraíso tropical (2007)
"Medo de amar nº 2" (Biscoito Fino) - Três irmãs (2008)
"Desencontro" - Luis Represas e Simone (Farol Music) - Podia acabar o mundo (2008)
"Migalhas" (Biscoito Fino) - Viver a vida (2009)
"Love" (Biscoito Fino) - Insensato coração (2011)
"Descaminhos" (Biscoito Fino) - Em família (2014)
Minissérie[editar | editar código-fonte]
"O que será" (À flor da pele) (EMI) - Queridos amigos (2008)
Séries[editar | editar código-fonte]
"Começar de novo" (EMI) - Malu mulher (1979)
"Matriz ou filial" (EMI) - Delegacia de mulheres (1990)
Balé[editar | editar código-fonte]
"Meu namorado" (Som Livre) - O grande circo místico (1983)
Ópera[editar | editar código-fonte]
"Apaixonou" (Till I Loved You) - Plácido Domingo - (CBS) - Goya (1989)
Videoclipes[editar | editar código-fonte]
"Rosa de Hiroshima" (1975)
"Morcegos" (1975)
"Gota d' água" (1976)
"Sistema nervoso" (1976)
"O que será" (À flor da terra) (1976)
"Face a face" (1977)
"Jura secreta" (1977)
"Cigarra" (1978)
"Diga lá, coração" (1979)
"Medo de amar nº 2" (1979)
"Começar de novo" (1979)
"Atrevida" (1980)
"Mulher, e daí" (Apenas mulher) (1980)
"Novo tempo" (1980)
"Pequenino cão" (1981)
"Pão e poesia" (1981)
"Corpo" (1982)
"Alma" (1982)
"Comunhão" - Milton Nascimento, Tadeu Franco e Simone (1982)
"O amanhã" (1983)
"O sinal" - Francis Hime e Simone (1984)
"Um desejo só não basta" (1984)
"Por um dia de graça" - com Neguinho da Beija-Flor (1984)
"Nenhum mistério" (1984)
"Bandeira do divino" - Ivan Lins e Simone (1984)
"Chega de mágoa" - com diversos artistas (1985)
"Cantaré, cantarás" - com diversos artistas (1985)
"Água na boca" (1985)
"Amor no coração" - com Carlinhos de Pilares (1985)
"Princesa" (1985)
"Olhar 43" (1986)
"Iolanda" (1986)
"Em flor" (1986)
"Amor explícito" (1986)
"Rei por um dia" (1986)
"Esquinas" (1987)
"Me chama" (1987)
"Seu corpo" (1987)
"Você é linda" - com Milton Nascimento (1987)
"Cais" - com Milton Nascimento (1988)
"Separação" (1988)
"Uma nova mulher" (1989)
"Tudo por amor" (1989)
"Louvor a Chico Mendes" (1989)
"A luz do mundo" - com vários artistas (1991)
"Procuro olvidarte" (1991)
"Será" (1991)
"Brigas" - com Julio Iglesias (1991)
"Quiero amanecer con alguien" (1993)
"Se fué" - com Raul Torres (1993)
"Então é Natal" (1995)
"Anjo de mim" - Sérgio Mendes e Simone (1996)
"Canta, canta minha gente" (1996)
"Beija, me beija, me beija" (1996)
"Llegó Navidad" (1996)
"Aquele abraço" - com vários artistas (1996)
"Loca" (1998)
"Mi amor" (1988)
"Lenha" (2000)
"Pai Nosso" - com vários artistas (2007)
Musicais Solos[editar | editar código-fonte]
Série "Grandes nomes: Simone Bittencourt de Oliveira" (1980) - Gravado no Teatro Fênix (Rio de Janeiro - RJ) - TV Globo
"Corpo e alma" (1982) - Gravado na Quinta da Boa Vista (Rio de Janeiro - RJ), São Conrado (Rio de Janeiro - RJ) e Teatro Fênix (Rio de Janeiro - RJ) - TV Globo
"Delírios, delícias" (1983) - Gravado no Ginásio do Ibirapuera (São Paulo - SP) - TV Globo
"Simone" (1984) - Gravado no Estádio Obras e Sanitarias (Buenos Aires - AR) - TV ATC Canal 7, atual TV Pública
"Simone" (1985) - Gravado no Japão - TV NHK
"Simone no Coliseu" (1986) - Gravado em Portugal - TV RTP
"Simone especial" (1989) - Gravado na casa de espetáculos Palace (São Paulo - SP) e Teatro Fênix (Rio de Janeiro - RJ) - TV Globo
Som Brasil "Simone - 20 anos de carreira" (1993) - Gravado na Pedreira Paulo Leminski (Curitiba - PR), Estúdio da Produtora Tycoon (Rio de Janeiro - RJ) e Havana (Cuba) - TV Globo
"Simone" (2000) - Gravado na Concha Acústica (Salvador - BA) durante a participação da artista no projeto "Sua nota é um show" - TV Educativa

Programa "Bem Brasil" (2002) - Gravado no SESC Interlagos (São Paulo - SP) - TV Cultura
Especiais de fim de ano: "Baiana da gema no estúdio" (2004) - Gravado no AR Studios (Rio de Janeiro - RJ) - TV Bandeirantes
Especiais de fim de ano: "Simone ao vivo" (2005) - Gravado no Teatro João Caetano (Rio de Janeiro - RJ) - TV Bandeirantes
"Em boa companhia" (2010) - Gravado no Teatro Guararapes (Olinda - PE) - TV Globo Nordeste
Musicais Coletivos[editar | editar código-fonte]
"Show Primeiro de Maio" (1979) - Gravado no Riocentro (Rio de Janeiro - RJ) - TV Tupi
"Mulher 80" (1979) - TV Globo
"Show Primeiro de Maio" (1981) - Gravado no Riocentro (Rio de Janeiro - RJ) - TV Bandeirantes
Série "Grandes nomes: Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior" (1981) - Gravado no Teatro Fênix (Rio de Janeiro - RJ) - TV Globo
"Canta Brasil" (1982) - Gravado no Estádio do Morumbi (São Paulo - SP) - TV Globo
"Canta Brasil - Segunda Edição" (1982) - Gravado no Estádio Beira-Rio (Porto Alegre - RS) - TV Globo
"Canta Brasil - Terceiro Edição" (1983) - Gravado  no Pavilhão de Exposições do Anhembi (São Paulo - SP) - TV Globo
"Casa de brinquedos" (1983) - Vídeo de Simone gravado no Jardim Botânico (Rio de Janeiro - RJ) - TV Globo
"Ivan Lins - Juntos" (1984) - Vídeo de Simone gravado em Parati (Rio de Janeiro - RJ) - TV Globo
"Cazuza - Uma prova de amor" (1989) - Gravado no Teatro Fênix (Rio de Janeiro - RJ) - TV Globo
"Roberto Carlos especial" (1989) - TV Globo
"Free Jazz In Concert" (1992) - Gravado no Montreux Jazz Festival em 1991 (Montreux - CH) - TV Manchete
"Free Jazz In Concert" (1992) - Gravado no Montreux Jazz Festival em 1992 (Montreux - CH) - TV Bandeirantes
"‘Rio Show Festival" (1992) - Gravado no Riocentro (Rio de Janeiro - RJ) - TV Manchete
"Show pela vida" (1993) - Gravado no Sambódromo (Rio de Janeiro - RJ) - TV Bandeirantes
"Natal sem fome" (1993) - Gravado no no Palácio das Artes (Belo Horizonte - MG) - TV Bandeirantes
"Coração brasileiro" (1998) - Gravado no Estádio Parc dês Princes (Paris - FR) - TV Globo
"Projeto Atlântico: Simone e Dulce Pontes" (1999) - Gravado em Lisboa (Portugal - PT) - TV RTP
"100 anos de música" (1999) - Gravado no Teatro Fênix (Rio de Janeiro - RJ) - TV Globo
"Festa brasileira" (2000) - Gravado na Esplanada dos Ministérios (Brasília - DF) - TV Globo
Espetáculos
Individuais
"Face a face" (Antônio Bivar, 1977)
"Face à faca" (Hermínio Bello de Carvalho, 1977)
"Cigarra" (Fernando Pinto, 1978)
"Pedaços" (Flávio Rangel, 1979)
"Simone" (Flávio Rangel, 1980)
"Amar" (Flávio Rangel, 1982)
"Corpo e alma" (Flávio Rangel, 1982)
"Delírios, delícias" (Flávio Rangel, 1983)
"Desejos" (Jorge Fernando, 1984)
"Simone" / "Amor e paixão" (Flávio Rangel, 1986)
"Sedução" (Simone, 1989)
"Sou eu" (Ney Matogrosso, 1992)
"Sonho e realidade" (José Possi Neto, 1995)
"Brasil, o show" (José Possi Neto, 1997)
"Fica comigo esta noite" (Ney Matogrosso, 2000)
"Seda pura" (Nelson Motta, 2001)
"Simone" (Simone, 2003)
"Baiana da gema" (Sandra Pêra, 2004)
"Simone" (Simone, 2006)
"Em boa companhia" (José Possi Neto, 2009)
"É melhor ser" (Christiane Torloni, 2013)
Coletivos
"Expo-Som'73" - com Márcia, Leny Andrade, Ari Vilela, Roberto Ribeiro, entre outros (1973)
"Panorama Brasileiro" - com Roberto Ribeiro, João de Aquino, Tamba Trio e Grupo Folclórico Odoiá (1973)
"Festa Brasil" - Com João de Aquino e o Grupo Folclórico Viva Bahia (1974)
"Circuito Universitário" - com Toquinho e Vinícius de Moraes (1976)
Projeto "Seis e Meia" - com Belchior (1977)
Projeto "Pixinguinha" - com Sueli Costa (1978)
"Amigo é casa" - com Zélia Duncan (2008)
Discografia
Álbuns de Estúdio em Português
"Simone" - Odeon (1973)
"Quatro paredes" - Odeon (1974)
"Gotas d' água" - Odeon (1975)
"Face a face" - EMI Odeon (1977)
"Cigarra" - EMI Odeon (1978)
"Pedaços" - EMI Odeon (1979)
"Simone" - EMI Odeon (1980)
"Amar" - CBS (1981)
"Corpo e alma" - CBS (1982)
"Delírios, delícias" - CBS (1983)
"Desejos" - CBS (1984)
"Cristal" - CBS (1985)
"Amor e paixão" - CBS (1986)
"Vício" - CBS (1987)
"Sedução" - CBS (1988)
"Simone" - CBS (1989)
"Raio de luz" - Sony (1991)
"Sou eu" - Sony (1993)
"Simone Bittencourt de Oliveira" - Sony (1995)
"25 de Dezembro" - Polygram (1995)
"Café com leite" - Polygram (1996)
"Fica Comigo Esta Noite" - Universal Music (2000)
"Seda pura" - Universal Music (2001)
"Baiana da gema" - EMI (2004)
"Na veia" - Biscoito Fino (2009)
"É melhor ser" - Biscoito Fino (2013)
Álbuns de Estúdio em Espanhol
"Simone" - Sony (1991)
"La distância" - Sony (1993)
"Dos enamoradas" - Sony (1996)
"25 de Deciembre" - Polygram (1996)
"Loca" - Polygram (1998)
Álbuns Ao Vivo[editar | editar código-fonte]
"Ao vivo no Canecão" - EMI Odeon (1980)
"Brasil, o show" - Polygram (1997)
"Feminino" - Universal Music (2002)
"Simone ao vivo" - EMI (2005)
"Em boa companhia" - Biscoito Fino (2010)
Álbuns Coletivos
"À Bruxelles - Brasil Export/73" (com Roberto Ribeiro e João de Aquino) - Odeon (1973)
"Expo-Som' 73" - ao vivo (com Leny Andrade, Márcia e Ari Vilela) - Odeon (1973)
Festa Brasil (com João de Aquino) - Odeon (1974)
"Amigo é casa" - ao vivo (com Zélia Duncan) - Biscoito Fino (2008)
DVDs
"Baiana da gema no estúdio" - EMI (2004)
"Simone ao vivo" - EMI (2005)
"Amigo é casa" (com Zélia Duncan) - Biscoito Fino (2008)
"Em boa companhia" - Biscoito Fino (2010)
Referência Bibliográfica[editar | editar código-fonte]
Travessia: A vida de Milton Nascimento. Maria Dolores. 2006. Ed. Rcb.
1985, O ano em que o Brasil recomeçou. Edmundo Barreiros e Pedro Só. 2006. Ediouro.
História sexual da MPB. Rodrigo Faour. 2006. Editora Rcb.
Nada será como antes, a MPB nos anos 1970. Ana Maria Baiana. 2006. Ed. Senac.
Timoneiro - Perfil Biográfico de Hermínio Bello de Carvalho. Alexandre Pavan. 2006. Ed. Casa da Palavra.
Toquinho: 40 anos de música. João Carlos Pecci. 2005. RCS Editora.
Viver de Teatro - Uma biografia de Flávio Rangel. José Rubens Siqueira. Ed. Nova Alexandria.
Meus Discos e Nada Mais - Memórias de um DJ na Música Brasileira. Zé Pedro. 2007. Editora Jaboticaba.
Ouvindo Estrelas - A Luta, a Ousadia e a Glória de um dos Maiores Produtores Musicais do Brasil. Marco Mazzola. 2007. Editora Planeta.
Todos Entoam - Ensaios, Conversas e Canções. Luiz Tatit. 2008. Editora Publifolha.
Vou te contar, Histórias de Música Popular Brasileira. Walter Silva. 2002. Ed. Conex.
Mulheres à cesta. História do Basquete Feminino no Brasil (1892-1971). Cláudia Guedes. São Paulo: Miss Luly, 2009.
Bibliografia não crítica. Apenas citações.

Simone Guimarães

Simone Vagnini Guimarães (Santa Rosa de Viterbo, 12 de julho de 1966) é uma cantora brasileira do gênero MPB.
Neta do Maestro e compositor Antônio Guimarães,teve a música como grande elemento comum em sua infância e adolescência.

Ganhou aos sete anos um cavaquinho e desde então começou a se apresentar em pequenos eventos escolares e no Teatro de Arena de Santa Rosa do Viterbo. Com 15 anos, mudou paraRibeirão Preto(SP), a fim de cursar o 2º grau, passando a estudar música no Conservatório Carlos Gomes. Mais tarde conheceu o compositor Milton Nascimento, que a convidou para cursar sua Escola Livre de Música, em Belo Horizonte. Depois de morar um ano em Belo Horizonte, voltou para Ribeirão Preto. Entrou para a universidade onde cursou Jornalismo,História e Letras, mas não chegou a concluir nenhum curso.

Em 1990, gravou um clip das músicas "Gueto à Califórnia" e "Todas as mulheres do mundo" (ambas de sua autoria) para a TV Globo do nordeste paulista. Em 1992 escreveu com Paulo Jobim, a trilha sonora do programa de TV "O canto da Piracema", produzido pela TV Globo, premiado com o troféu Libero Badaró. Em 1996 lançou seu primeiro CD, "Piracema", patrocinado pela Prefeitura de Ribeirão Preto para o projeto de despoluição do Rio Pardo. Ainda nesse ano, gravou, com os instrumentistas Olmir Stoker (Alemão) e Zezo Ribeiro, o CD "Cordas Versos Cordas".

Em 1997 lancou o CD "Cirandeiro" que conquistou a crítica recebendo duas indicações para o prêmio Sharp, nas categorias melhor cantora e melhor arranjo.Começou a ser conhecida no meio musical principalmente depois que sua música " Cirandeiro" passou a compor a trilha sonora da novela A Indomada.

Em 1999 lançou o CD "Aguapé", que contou com arranjos e direção musical de Maurício Maestro e participação especiais dos cantores Elba Ramalho, Ivan Lins, Danilo Caymmi e Zé Renato. Em um dos shows da cantora no Café Teatro de Arena (RJ), Milton Nascimento saiu da platéia para o palco, realizando uma participação não programada. Mílton Nascimento tornou-se uma espécie de "padrinho" artístico da cantora, convidando-a ano seguinte para apresentar-se ao lado dele na temporada do seu show "Crooner".

Simone é considerada pela crítica musical um grande icone da atualidade.Já fez participações especiais em diversos show de grandes cantores da MPB como Ivan Lins e Leila Pinheiro.Em 2003, ao lado de Maria Rita e Marina Machado, foi uma das cantoras convidadas por Mílton Nascimento para participar de seu CD "PIetá", tendo Simone participado na gravação de três músicas.

Discografia
Piracema(1996)
Cirandeiro(1997)
Aguapé(1999)
Virada pra Lua(2001)
Casa de Oceano(2003)
Flor de Pão(2007)
Candidos(2010)
Clarice (2013)

Gal Costa

Maria da Graça Costa Penna Burgos, conhecida como Gal Costa (Salvador, 26 de setembro de 1945), é uma cantora brasileira.


Gal Costa é filha de Mariah Costa Pena, sua grande incentivadora, falecida em 1993, e de Arnaldo Burgos.Sua mãe contava que durante a gravidez passava horas concentrada ouvindo música clássica, como num ritual, com a intenção de que esse procedimento influísse na gestação e fizesse que a criança que estava por nascer fosse, de alguma forma, uma pessoa musical. O pai de Gal, falecido quando ela tinha 14 anos, sempre foi uma figura ausente, vazio plenamente preenchido pelo amor de dona Mariah, além das tias e primos. Por volta de 1955 se torna amiga das irmãs Sandra e Dedé (Andreia) Gadelha, futuras esposas dos compositores Gilberto Gil e Caetano Veloso, respectivamente. Em 1959 ouviu pela primeira vez o cantorJoão Gilberto cantando Chega de saudade (Tom Jobim/Vinícius de Morais) no rádio; João também exerceu uma influência muito grande na carreira da cantora, que também trabalhou como balconista da principal loja de discos de Salvador da época, aRoni Discos. Em 1963 foi apresentada a Caetano Veloso por Dedé Gadelha, iniciando-se a partir uma grande amizade e profunda admiração mútua que perdura até hoje.


Década de 1960
Gal estreou ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Tom Zé e outros, o espetáculo Nós, Por Exemplo... (22 de agosto de 1964), que inaugurou o Teatro Vila Velha, em Salvador. Neste mesmo ano participou de Nova Bossa Velha, Velha Bossa Nova, no mesmo local e com os mesmos parceiros. Deixou Salvador para viver na casa da prima Nívea, no Rio de Janeiro, seguindo os passos de Maria Bethânia, que havia estourado como cantora no espetáculo Opinião. A primeira gravação em disco se deu no disco de estreia de Maria Bethânia (1965): o duo Sol Negro (Caetano Veloso), seguido do primeiro compacto, com as canções Eu vim da Bahia, de Gilberto Gil, e Sim, foi você, de Caetano Veloso - ambos lançados pela RCA, que posteriormente transformou-se em BMG (atualmente Sony BMG) - gravadora à qual Gal retornaria em 1984, com o álbum Profana. No fim do ano conheceu João Gilberto pessoalmente.

Participou do I Festival Internacional da Canção, em 1966, interpretando a canção Minha senhora (Gilberto Gil e Torquato Neto), que não emplacou. O primeiro LP foi lançado em 1967, ao lado do também estreante Caetano Veloso, Domingo, pela gravadora Philips, que posteriormente transformou-se em Polygram (atualmente Universal Music), permanecendo neste selo até 1983. Deste disco fez grande sucesso a canção "Coração vagabundo", de Caetano Veloso. Participou também do III Festival de Música Popular Brasileira defendendo as canções Bom dia (Gilberto Gil/Nana Caymmi) e Dadá Maria (Renato Teixeira), esta última em dueto com Sílvio César no Festival e com Renato Teixeira na gravação.

Em 1968 participou do disco Tropicália ou Panis et Circencis (1968), com as canções Mamãe coragem (Caetano Veloso e Torquato Neto), Parque industrial (Tom Zé) eEnquanto seu lobo não vem (Caetano Veloso), além de Baby (Caetano Veloso), o primeiro grande sucesso solo, que se tornou um clássico. Em novembro participou do IVFestival da Record defendendo a canção Divino maravilhoso (Caetano Veloso e Gilberto Gil). Lançou o primeiro disco solo, Gal Costa (1969), que além de "Baby" e "Divino maravilhoso" traz "Que pena (Ele já não gosta mais de mim)" (Jorge Benjor) e "Não identificado" (Caetano Veloso), todas grandes sucessos. No mesmo ano gravou o segundo disco solo, "Gal", conhecido como o psicodélico, que traz os hits "Meu nome é Gal" (Roberto e Erasmo Carlos) e "Cinema Olympia" (Caetano Veloso), e deste disco foi gerado o espetáculo Gal!. Este disco figura até hoje como o registro mais radical já feito na história da música brasileira.


Década de 1970
Em 1970 viaja para Londres para visitar Caetano Veloso e Gilberto Gil, exilados pela ditadura militar, e dessa viagem traz algumas músicas incluídas em seu disco seguinte, "Legal", cuja capa foi produzida por Hélio Oiticica. Do repertório desse trabalho fizeram grande sucesso as músicas "London London" (Caetano Veloso) e "Falsa baiana" (Geraldo Pereira). Em 1971 grava um compacto duplo importantíssimo em sua carreira, onde estão os grandes sucessos "Sua estupidez" (Roberto e Erasmo Carlos) e "Você não entende nada" (Caetano Veloso). Nesse mesmo ano realiza um dos shows mais importantes da música brasileira, "Fa-Tal", dirigido por Waly Salomão e que gravado ao vivo gerou o disco que até hoje é considerado por muitos críticos como o mais importante de sua carreira, o "Fa-Tal / Gal a Todo Vapor", que traz grandes sucessos como "Vapor barato" (Jards Macalé - Waly Salomão), "Como 2 e 2" (Caetano Veloso) e "Pérola negra" (Luiz Melodia).

Em 1973 grava o disco "Índia", dirigido por Gil, que traz os sucessos "Índia" (J. A. Flores - M. O. Guerreiro - versão José Fortuna) e "Volta" (Lupicínio Rodrigues), e desse disco faz outro show muito bem sucedido, também dirigido por Waly Salomão, "Índia". Nesse mesmo ano participa do festival Phono 73, que gerou três discos, onde Gal gravou com sucesso as músicas "Trem das onze" (Adoniran Barbosa) e "Oração de Mãe Menininha" (Dorival Caymmi), em dueto com Maria Bethânia. Em 1974 Gal grava o disco "Cantar", dirigido por Caetano Veloso, que traz os sucessos "Barato total" (Gilberto Gil), "Flor de maracujá" e "Até quem sabe" (ambas de João Donato e Lysia Enio) e "A rã" (João Donato e Caetano Veloso). Desse disco gerou o show "Cantar", que não foi bem recebido pelo público de Gal, por se tratar de um disco muito suave, contrastando com a imagem forte que a cantora criara a partir do movimento tropicalista.


Em 1975 Gal faz imenso sucesso ao gravar para a abertura da telenovela da Rede Globo "Gabriela" a canção "Modinha para Gabriela" (Dorival Caymmi). Desse ano também é o sucesso "Teco teco" (Pereira da Costa - Milton Vilela), lançada em compacto. O grande sucesso da canção de Caymmi motivou a gravação do disco "Gal Canta Caymmi", lançado em 1976, que traz os hits "Só louco", "Vatapá", "São Salvador" e "Dois de fevereiro", todas de Dorival Caymmi. Nesse mesmo ano, ao lado dos colegas Gilberto Gil, Caetano e Maria Bethânia, participa do show "Doces Bárbaros", nome do grupo batizado e idealizado por Bethânia, espetáculo que rodou o Brasil e gerou o disco e o filmeDoces Bárbaros. O disco é considerado uma obra-prima; apesar disto, curiosamente na época do lançamento (1976) foi duramente criticado. Doces Bárbaros foi um dos mais importantes grupos da contracultura dos anos 70 e, ao longo dos anos, foi tema de filme, DVD, enredo da escola de samba GRES Estação Primeira de Mangueira em 1994 com o enredo Atrás da verde-e-rosa só não vai quem já morreu, já comandaram trio elétrico no carnaval de Salvador, espetáculos na praia de Copacabana. Inicialmente o disco seria gravado em estúdio, mas por sugestão de Gal e Bethânia, foi o espetáculo que ficou registrado em disco, sendo quatro daquelas canções gravadas pouco tempo antes no compacto duplo de estúdio, com as canções Esotérico, Chuckberry fields forever, São João Xangô Menino e O seu amor, todas gravações raras.

Em 1977 Gal lança o disco "Caras e bocas", que traz os sucessos "Tigresa" (Caetano Veloso) e "Negro amor (It's all over now, baby blue)", além da música homônima ao disco que Bethânia e Caetano escreveram para Gal. Desse disco gerou-se o show "Com a Boca no Mundo". Em 1978 Gal lança aquele que seria o primeiro disco de ouro de sua carreira, "Água Viva", que trouxe os sucessos "Folhetim" (Chico Buarque), "Olhos verdes" (Vicente Paiva) e "Paula e Bebeto" (Milton Nascimento - Caetano Veloso). Desse disco surgiu o espetáculo "Gal Tropical", onde Gal Costa deu uma virada em sua carreira, mudando drasticamente de imagem, passando de musa hippie para uma cantora maismainstream. O show "Gal Tropical" foi um imenso sucesso de público e crítica, e gerou o disco "Gal Tropical", em que Gal cantou alguns dos maiores sucessos de sua carreira, como "Balancê" (João de Barro - Alberto Ribeiro), "Força estranha" (Caetano Veloso), "Noites cariocas" (Jacob do Bandolim - Hermínio Bello de Carvalho), além das regravações dos grandes sucessos "Índia" e "Meu nome é Gal".

Década de 1980
Desde a década de 1960, quando surgiram os especiais do Festival de Música Popular Brasileira (TV Record) até o final da década de 1980, a televisão brasileira foi marcada pelo sucesso dos espetáculos transmitidos; apresentando os novos talentos registravam índices recordes de audiência. Gal Costa participou do especial Mulher 80 (Rede Globo), um desses momentos marcantes da televisão. O programa exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade de então abordando esta temática no contexto da música nacional e da inegável preponderância das vozes femininas, com Maria Bethânia, Gal Costa, Elis Regina,Fafá de Belém, Zezé Motta, Marina Lima, Simone, Rita Lee, Joanna e as participações especiais das atrizes Regina Duarte e Narjara Turetta, que protagonizaram o seriado Malu Mulher.


Em 1980 Gal gravou o disco "Aquarela do Brasil", focado na obra do compositor Ary Barroso, e que trouxe hits como "É luxo só" (Ary Barroso - Luiz Peixoto), "Aquarela do Brasil", "Na Baixa do Sapateiro", "Camisa amarela" e "No tabuleiro da baiana" (todas de Ary Barroso). Em 1981 Gal estreou o show "Fantasia", um grande fracasso de crítica, mas que gerou um dos mais bem sucedidos discos de sua carreira, tanto de público quanto de crítica, o premiado "Fantasia", que trouxe vários sucessos, como "Meu bem meu mal", "Massa real" (ambas de Caetano Veloso), "Açaí", "Faltando um pedaço" (ambas de Djavan), "O amor" (Caetano Veloso - Ney Costa Santos - Vladmir Maiakovski), "Canta Brasil" (David Nasser - Alcir Pires Vermelho) e "Festa do interior" (Moraes Moreira - Abel Silva). Com o grande sucesso do disco, Gal convidou Waly Salomão para dirigir o show "Festa do Interior" que a redimiu do grande fracasso do show "Fantasia".

Em 1982 Gal gravou outro disco de sucesso, "Minha Voz", em que se destacaram as gravações de "Azul" (Djavan), "Dom de iludir", "Luz do sol" (ambas de Caetano Veloso), "Bloco do prazer" (Moraes Moreira - Fausto Nilo), "Verbos do amor" (João Donato e Abel Silva) e "Pegando fogo" (Francisco Mattoso - José Maria de Abreu). Em 1983 Gal grava outro disco bem sucedido comercialmente, "Baby Gal", que também se tornou um show, e que trouxe os sucessos "Eternamente" (Tunai - Sérgio Natureza - Liliane), "Mil perdões" (Chico Buarque), "Rumba louca" (Moacyr Albuquerque - Tavinho Paes), além da regravação de "Baby".


Originalmente idealizado para a montagem do ballet teatro do Balé Teatro Guaíra (Curitiba, 1982), o espetáculo O Grande Circo Místico foi lançado em 1983. Gal Costa integrou o grupo seleto de artistas da MPB que viajaram pelo país apresentando o projeto, um dos maiores e mais completos espetáculos teatrais, para uma plateia de mais de 200 mil pessoas, em quase 200 apresentações. Gal Costa interpretou a canção A História de Lili Braun, musicado pela dupla Chico Buarque e Edu Lobo. O espetáculo conta a história de amor entre um aristocrata e uma acrobata e a saga da família austríaca proprietária do Circo Knie, que vagava pelo mundo nas primeiras décadas do século.

Em 1984 Gal deixa a gravadora Philips e assina contrato com a RCA, onde grava o disco "Profana", que traz os hits "Chuva de prata" (Ed Wilson - Ronaldo Bastos), "Nada mais (Lately)" (Stevie Wonder - versão: Ronaldo Bastos), "Atrás da Luminosidade" (tema do Programa de Domingo da Rede Manchete) e "Vaca profana" (Caetano Veloso). Em 1985 grava o disco "Bem Bom", com os sucessos "Sorte" (Celso Fonseca - Ronaldo Bastos), cantada em dueto com Caetano Veloso, e "Um Dia de Domingo" (Michael Sullivan -Paulo Massadas), em dueto com Tim Maia.


Valendo-se ainda do filão engajado da pós-ditadura e feminismo, cantou no coro da versão brasileira de We are the world, o hit americano que juntou vozes e levantou fundos para a África ou USA for Africa. O projeto Nordeste já (1985), abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes numa criação coletiva, surgiu o compacto, de criação coletiva, com as canções Chega de mágoa e Seca d´água. Elogiado pela competência das interpretações individuais, foi no entanto criticado pela incapacidade de harmonizar as vozes e o enquadramento de cada uma delas no coro. Em atitude que surpreendeu muitos dos fãs, em fevereiro deste mesmo ano, posou nua para a edição 127 da extintarevista Status, poucos meses antes de completar quarenta anos.

Lançou em 1987 o disco e o espetáculo Lua de Mel Como o Diabo Gosta, um fracasso de crítica, mas que trouxe mais alguns sucessos à carreira da cantora: "Lua de mel" (Lulu Santos), "Me faz bem" (Mílton Nascimento - Fernando Brant) e "Viver e reviver (Here, there, and everywhere)" (Lennon - McCartney - versão: Fausto Nilo). Em 1988, Gal grava com grande sucesso a música "Brasil" (escrita por Cazuza, Nilo Romero e George Israel) para a abertura da telenovela da Rede Globo Vale Tudo.

Década de 1990
Em 1990 gravou o disco "Plural", que traz os sucessos de "Alguém me disse" (Jair Amorim - Evaldo Gouveia), "Nua ideia" (João Donato - Caetano Veloso) e "Cabelo" (Jorge Benjor - Arnaldo Antunes). Em 1992 lança o disco "Gal", com repertório em boa parte extraído do show "Plural", e do qual fez sucesso a música "Caminhos cruzados" (Tom Jobim - Newton Mendonça). Em 1994, reuniu-se com Gil, Caetano e Bethânia, na quadra da escola de samba Mangueira, para o show "Doces Bárbaros na Mangueira", que comemorou os 18 anos dos Doces Bárbaros. Também em 1994, Gal lançou o premiado disco "O sorriso do gato de Alice", produzido por Arto Lindsay, com o sucesso "Nuvem negra" (Djavan). Desse disco gerou-se o show de mesmo nome, com direção de Gerald Thomas, que causou polêmica por Gal cantar a música "Brasil" com os seios nus.

Em 1995, lançou "Mina d'água do meu canto", trazendo apenas composições de Chico Buarque e Caetano Veloso, e do qual fez sucesso a música "Futuros amantes" (Chico Buarque). Em 1997, gravou o CD "Acústico MTV", sucesso de vendas, no qual cantou vários sucessos de sua carreira e lançou com sucesso uma nova versão de "Lanterna dos Afogados", cantando ao lado do autor da canção, Herbert Vianna. Em 1998 gravou o CD "Aquele frevo axé", com o hit "Imunização racional (Que beleza)" (Tim Maia). Em 1999, lançou um disco duplo ao vivo "Gal Costa Canta Tom Jobim Ao Vivo", realizando o projeto do maestro, que era fazer um disco com a cantora, embora sozinha.

Década de 2000
Em 2001, gravou o CD "Gal de tantos amores", contendo a música "Caminhos do mar" (Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Dudu Falcão). Nesse mesmo ano, foi incluída no Hall of Fame do Carnegie Hall (única cantora brasileira a participar do Hall), após participar do show "40 anos de Bossa Nova", em homenagem a Tom Jobim, ao lado de César Camargo Mariano e outros artistas.

Em 2002, lançou o CD "Bossa Tropical", no qual registrou a faixa "Socorro" (Alice Ruiz e Arnaldo Antunes), sucesso originalmente gravado pela cantora Cássia Eller. Em 2003 lançou o CD "Todas as coisas e eu", contendo clássicos da MPB, como "Nossos momentos" (Haroldo Barbosa - Luis Reis), que fez sucesso. Em 2005, lançou pela gravadora Trama o CD "Hoje", produzido por César Camargo Mariano, onde Gal reuniu várias canções novas de compositores pouco conhecidos do grande público, tendo se destacado "Mar e sol" (Carlos Rennó e Lokua Kanza).

Em 2006 realiza temporada na casa de shows Blue Note, em Nova York, espetáculo que é gravado e lançado em setembro no CD "Gal Costa Live At The Blue Note", lançado originalmente nos Estados Unidos e Japão e somente em 2007 no Brasil. Ainda em 2006 lança pela gravadora Trama o CD e DVD "Gal Costa Ao Vivo", gravados durante a temporada do show "Hoje".


Em 2009, reclusa nos últimos anos para se dedicar ao filho, Gabriel, Gal Costa volta aos palcos como convidada de Dionne Warwick em show que estreou no Rio de Janeiro, passando por Curitiba, São Paulo e Porto Alegre. "Aquarela do Brasil" - o samba-exaltação de Ary Barroso que deu título a discos lançados tanto por Gal (em 1980) como por Dionne (em 1995) - é um dos duetos do show.

Em dezembro de 2011 lança o álbum "Recanto", produzido por Caetano Veloso e Moreno Veloso. Álbum com arranjos eletrônicos idealizado por Caetano Veloso, Moreno Veloso e Kassin. Elogiadíssimo pela crítica, foi eleito o melhor álbum de 2011.

Em 2012, Gal Costa foi eleita a 7º maior voz da música brasileira de todos os tempos, pela revista Rolling Stone.

Depois de sete anos longe de disco e show inéditos, Gal Costa estreou a turnê do elogiado álbum Recanto no Rio de Janeiro. Com direção de Caetano Veloso, autor de todas as músicas do CD, o show inaugurou a sofisticada casa Miranda. No repertório, além de canções inéditas como “Neguinho”, “Segunda”, “em Tudo dói” e “Miami Maculelê”, sucessos da carreira da cantora, entre eles, “Dia de domingo” e “Vapor barato”, e canções que há muito ela não cantava, como “Da maior importância” e “Mãe”.No palco, Gal está acompanhada pelo trio Domenico Lancellotti (bateria e MPC), Pedro Baby (guitarra e violão) e Bruno Di Lullo (baixo e violão). O show seguiu em turnê pelo país e terminou na Festa Literária de Paraty em 2014, seguido de um último show no Uruguai.


No segundo semestre de 2014, Gal lança o elogiadíssimo show Espelho d'água, título extraído da canção homônima que ganhou dos irmãos Camelo, e resgata antigos sucessos como "Sua Estupidez", "Tuareg ", "Caras e bocas" e "Tigresa". Nesse ano ainda foi lançado em CD e LP o registro de um show que Gal e Gil fizeram em Londres em novembro de 1971, gravado em estéreo diretamente da mesa de som no Student Centre da City University London, "Live in London '71". O repertório inclui muitas músicas do show Fa-tal que estreara um mês antes no Rio.[13] Um destaque do disco é a enérgica gravação ao vivo de ''Acauã'', onde Gal e Gil cantam juntos.

Em 2015 estreou a turnê Ela disse-me assim, dirigida pelo jornalista Marcus Preto, em homenagem ao centenário de nascimento de Lupicínio Rodrigues (1914-2014).[14] No fim de maio é lançado o disco Estratosférica, direção também assinada por Preto. Além disso, em 2016, o mesmo jornalista lançará um documentário sobre Gal, incluindo imagens do show Fa-tal gravadas pelo diretor Leon Hirszman em 1971.


Discografia
Álbuns de estúdio
Domingo (1967) - com Caetano Veloso
Tropicalia ou Panis et Circencis (1968) - com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé
Gal Costa (1969)
Gal (1969)
LeGal (1970)
Índia (1973)
Cantar (1974)
Gal Canta Caymmi (1976)
Caras & Bocas (1977)
Água Viva (1978)
Gal Tropical (1979)
Aquarela do Brasil (1980)
Fantasia (1981)

Minha Voz (1982)
Baby Gal (1983)
Profana (1984)
Bem Bom (1985)
Lua de Mel Como o Diabo Gosta (1987)
Plural (1990)
Gal (1992)
O Sorriso do Gato de Alice (1993)
Mina d'Água do Meu Canto (1995)
Aquele Frevo Axé (1998)
Gal de Tantos Amores (2001)
Bossa Tropical (2002)
Todas as Coisas e Eu (2003)
Hoje (2005)
Recanto (2011)
Estratosférica (2015)
Álbuns ao vivo[editar | editar código-fonte]
Fa-Tal - Gal a Todo Vapor (1971)
Temporada de Verão (1974) - com Caetano Veloso e Gilberto Gil
Doces Bárbaros (1976) - com Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia
Acústico MTV (1997)
Gal Costa Canta Tom Jobim (1999)
Ao Vivo (2006)
Live at the Blue Note (2006)
Recanto (Ao Vivo) (2013)
Live in London '71 (2014) - com Gilberto Gil
DVD
Acústico MTV (1997)
Gal Costa Canta Tom Jobim (1999)
Outros (Doces) Bárbaros (2004)
Ensaio (2005)
Roda Viva (2005)
Ao Vivo (2006)
Recanto (Ao Vivo) (2013)
Televisão
Participação em especiais de TV
Mulher 80 - Globo'79
Maria da Graça Costa Pena Burgos - Globo
Programa do Faustão Rede Globo - 98
Gal e Caetano no Metropolitan RJ - Multishow
SBT Repórter comemorativo dos 50 anos
Noite de Reveillon / 96 -
Projeto Atlântico - RTP1
Índia / 1973 - Rede Bandeirantes
Gal - Rede Manchete / 1994
Baby Gal- Rede Globo
Gal canta Tom Jobim - Direct TV (nov/1999)
Turnês
Caras e Bocas (1977)
Gal Tropical (1979 - 1980)
Fantasia (1981)
Festa do Interior (1982)
Baby Gal (1983 - 1984)
Profana (1984 - 1985)
Lua de Mel Como o Diabo Gosta (1988)
Plural (1990 - 1991)
O Sorriso do Gato de Alice (1994)
Mina D'Água do Meu Canto (1995)
Acústico MTV (1997 - 1998)
Aquele Frevo Axé (1998 - 1999)
Todas as Coisas e Eu (2004)
Hoje (2005)
Recanto (2012)
Espelho d'água (2014)
Ela disse-me assim (2015)
Estratosférica (2015 / 2016)